CINEMA | YOU'VE GOT MAIL

17/11/2020

Portugal voltou ao confinamento e eu voltei às tardes de cinema. Já não o fazia há algum tempo e este fim-de-semana aproveitei para ver alguns filmes. Um deles foi este que já queria ver há algum tempo. E não desiludiu. Um filme fofo e bem giro para se ver nesta época do ano.

"Proprietária de uma pequena livraria, Kathleen (Meg Ryan) praticamente mora com o seu noivo (Greg Kinnear), mas "trai-o" através da internet com um desconhecido, pois todos os dias ela manda pelo menos um e-mail para ele. O seu misterioso amigo (Tom Hanks) também faz o mesmo e passa pela mesma situação: "infiel" com a sua noiva (Parker Posey). De repente, a vida dela abalada com a chegada de uma enorme livraria, que pode acabar com um negócio que é da sua família há 42 anos, ela passa a não suportar um executivo que gere essa mega livraria, sem imaginar que é o mesmo homem com quem ela conversa pela internet."
 

Lembro-me deste filme do meu imaginário de jovem, mas não sei porque nunca o tinha assistido. E tenho-me pegado ultimamente a sentir saudades de ver uma boa comédia romântica à antiga. Por isso este fim-de-semana de isolamento decidi pegar neste filme e deliciar-me com uma boa comédia romântica. E apanhei-me deliciada a ver este filme. Duas pessoas conhecem-se através de uma aplicação para computadores onde através do anonimato se conhecem e começam a trocar emails. Isto no início da internet e dos computadores. Sem nunca se conhecerem vão falando um ao outro da sua vida, os altos e baixos, dos gostos e desgostos. E sem se aperceberem começam a desenvolver uma relação que começa a extrapolar o lado de apenas relação virtual. Só que ao mesmo tempo que se começam a conhecer no mundo online também se começam a conhecer no mundo real, mesmo sem se aperceberem que são a mesma pessoa. O resto já sabem como funcionam estas comédias românticas. 

Nos dias de hoje sinto falta de uma boa comédia romântica à antiga. Daquelas onde a amizade vinha sempre primeiro, onde o impossível parecia estar sempre ao virar da esquina e onde o amor parecia sempre perfeito, mesmo que o fosse da forma mais pura e despretensiosa. Sinto sempre que nos dias de hoje as comédias românticas são sempre muito sexuais e apressadas. Sobre temas nem sempre interessantes e onde é sempre mais importante entreter mais do que despertar sentimentos no espectador. Por isso é que de vez em quando gosto de regressar a estes filmes mais antigos e perceber como era visto o amor em tempos onde não havia internet, redes socais ou necessidade de aprovação pela sociedade. Gostei muito de recuar uns anos neste filme, e revisitar modas e formas de estar na vida. E claro este filme tem um bónus de se passar no universo dos livros e das livrarias, trazendo o eterno dilema de livraria tradicional vs a livraria de grande departamento. 

Um filme, que adorei e que recomendo muito que vejam, e apesar de não ser um filme de natal é uma óptima sugestão para o verem esta época.

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