TV SHOWS | SENSE 8

18/09/2020

Desde que eu ouvi falar desta série que eu sempre a quis ver. Sabem quando têm aquela sensação de que vão adorar uma coisa? Eu sabia que ia adorar esta série. Não estava enganada e é uma série que eu recomendo muito que vejam.

"Sense8" conta-nos a história de 8 pessoas distribuídas por 5 continentes que um dia começam a sentir-se conectadas umas com as outras. Ao início através de cheiros e sensações e com o evoluir da conexão através de imagens, sentimentos e pensamentos. De repente eles conseguiam viajar pelos vários sítios onde cada um estava e sentir e ser a outra pessoa. Mas de repente percebem também que esta ligação que os une tem um preço e que se a querem preservar terão que se unir e lutar pela sua sobrevivência.

A série foca-se na ideia de sensate e de pessoas que estão ligadas pelo nascimento umas com as outras e na ideia de que estas pessoas conseguem partilhar tudo no sentido sensitivo. Conhecemos o polícia norte-americano Will (Brian J. Smith), a DJ islandesa Riley (Tuppence Middleton), a blogger transexual de São Francisco, Nomi (Jamie Clayton), o actor mexicano Lito (Miguel Ángel Silvestre), a executiva sul-coreana Sun (Doona Bae), a farmacêutica indiana e devota hindu Kala (Tina Desai), o motorista queniano Capheus (Toby Onwumere) e o criminoso alemão Wolfgang (Max Riemelt). E conhecemos também o Whispers aquele que com a ajuda de uma organização está a tentar encontrar todos os sensates do mundo para os utilizar como armas humanas. E é quando este grupo se conhece que juntos vão tentar acabar com esta organização e acima de tudo com este ser maléfico.

Mas esta série criada pelos irmãos Wachowski, também conhecidos pelo Matrix, é muito inteligente ao colocar não só a parte da ficção cientifica mas também o lado mais sensível do ser humanos ao nos mostrar todos os dramas familiares e amorosos de cada um dos elementos do grupo, e como isso os vai influenciar e afectar à medida que cada obstáculo vai aparecendo. Pode ser a prisão da Sun ou a descoberta da homossexualidade do Lito. Cada um vive o seu drama e cada um vai contribuir para a história com lições e ensinamentos que o espectador vai gostar de ver nesta série. E é engraçado como a série apela sempre à união do grupo e ao contributo de cada um, porque afinal somos todos diferentes e todos temos formas únicas de encarar e resolver um problema, sejam as aptidões informáticas da Nomi, as artes marciais da Sun, o talento para actor do Lito e por ai fora. Afinal deveria ser assim a humanidade, perante cada adversidade da vida todos nós deveríamos aproveitar a individualidade de cada um para combater o problema. 

Esta série para além de contar com um elenco tão diversificado e tão fantástico contou ainda com uma produção megalómana ao ser filmada nos 5 continente e em muitas cidades. Trouxe riqueza cultural à série e uma realidade que meros cenários não o poderiam ter trazido. Mas o que mais gostei nesta série foi sem sombra de dúvidas o núcleo principal e aquilo que sempre me conseguiram passar ao longo da série. Mais do que o tema de ficção científica que é abordado os dramas reais de cada um tocaram-me muito e senti sempre a carga emocional que cada actor colocava nele. São dramas reiais, como a transsexualidade, a homossexualidade, a perda de um filho, a traição de um familiar, a religião, a diferente cultura em que se nasce, a pobreza. Todos eles me tocaram e me fizeram sempre ficar expectante pelo próprio episódio.

Com muita pena minha a série foi cancelada após a sua segunda temporada, mas não posso deixar de recomendar porque é uma série espectacular.

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