OH HEY IT'S A CLASSIC | PSYCHO

31/10/2020

Alfred Hitchcock é um realizador do qual eu quero muito conhecer todo o seu trabalho. Quando escolhi este filme para o projecto "Ho Hey It's a Classic" coloquei-o em último na ordem de visualização, mas decidi antecipá-lo porque acho que fez todo o sentido ver este mês de Halloween. Não que ele tenha muito terror mas de alguma forma ele é bastante assustador. 

"Em "Psycho" Marion Crane (Janet Leigh) é uma secretária que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha. Durante a fuga de carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega num velho motel. O estabelecimento é administrado por um homem atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor pela sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca."

Este é um dos filmes icónicos do realizador e um que eu já queria ver há imenso tempo. Não sabia muito da história a não ser que se passava num motel e que envolvia um assassinato. Aliás, do filme só tinha mesmo a ideia da icónica cena do grito na banheira. O filme começa de uma forma algo normal, contando a história da Marion e do roubo que ela comete. E quando ela decide fugir é quando se depara com o Bates Motel, onde é atendida pelo Normam um homem muito atencioso e simpático que demonstra desde logo ter uma relação de muita dependência da sua mãe. E é na noite em que Marion se hospeda que também vai perder a vida e a partir daí toda uma investigação ao crime e à vida do Normam vão acontecer.

O filme apesar de não ser tudo aquilo que eu estava à espera acabou por superar e muito as minhas expectativas. O filme começa por ser uma simples história de amor que culmina num roubo, mas que rapidamente passa para ser a história do Normam e daquilo que ele faz no seu Motel, vazio porque a estrada que levava lá foi desviada e que vive numa casa enorme com a sua mãe supostamente doente de ciúmes de quem por lá aparece. Filmado a preto e branco, pelo que li, por uma questão económica já que o estúdio para o qual Hitchcock trabalhava não queria financiar este filme em específico porque acreditava que o mesmo era assustador demais, o filme acaba por se tornar ainda mais sombrio pelo tom do filme, que de certa forma lhe dá uma outra dimensão. A banda sonora contribui para que o espectador se vá assustando mais e mais ao longo do filme porque é precisa e muito bem posicionada ao longo de todo o filme. E claro as interpretações. Poucos actores me ficam na memória pela expressões que usam ao longo dos seus personagens e Anthony Perkins como Normam vai-me ficar para sempre, principalmente a cara que faz mesmo no final do filme. 

O filme ficou para a história pela forma como introduziu no cinema as imagens gráficas de cenas mais aterradoras a acontecerem. Porque mesmo que de forma ainda muito estranha de se ver as cenas são assustadoras e provocam uma reacção no espectador. Mas mais do que isso gostei como o filme aborda a questão da saúde mental. E a forma como tudo se encaixa quando vamos juntando as peças do puzzle. Por tudo isto é com certeza um filme que vos recomendo e que me fez ficar ainda mais curiosa com os outros filmes do realizador.

E vocês, já viram o filme?


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