DOCUMENTÁRIO | TELL ME WHO I AM

25/04/2020

Já andava de olho neste documentário há algum tempo e o ter que preparar uma opinião de um documentário para o #nossodiarioemquarentena fez-me claro ver este filme e trazer-vos a minha opinião.

"Neste documentário, Alex confia no seu irmão gémeo, Marcus, para lhe contar sobre o seu passado depois de ele perder a memória. Mas Marcus esconde um segredo familiar sombrio."

Sabia que este documentário era sobre dois irmãos gémeos e uma mentira. Não sabia mais nada. E de repente sou levada um documentário emocional que me mudou completamente. Alex e Marcus são gémeos e aparentemente para o início da história vivem uma vida normal. Só que a história não começa bem. Alex aos 19 anos tem um acidente de mota e perde a memória. Quando acorda do acidente apenas reconhece o seu irmão. E à medida que os dias avançam o seu irmão acaba por lhe contar a sua história, desde a sua infância. Só que o que parecia uma história bonita e ideal,de repente acaba por se tornar uma história chocante e inexplicável. 

Neste post não vos posso falar muito da história porque estaria a revelar demais. Têm que ver pelos vossos próprios olhos a dimensão desta história e testemunhar o quão o ser humano pode ser tão nau e bondoso. Têm de ver o quão importantes são os laços que unem os irmãos e quão espantosa é a ligação dos irmãos gémeos. E testemunhar também o poder da memória e aquilo que o nosso cérebro faz tão bem quando quer apagar memórias, mas deixar outras vivas. É extraordinário que a única pessoa de quem ele se lembra quando acorda do acidente é o seu irmão. A única. Não se lembrava dos pais, da casa, da namorada, dos amigos. Apenas do irmão. 

Mais do que a história também o documentário é muito pertinente ao mostrar-nos como a memória é importante. Quando ele acorda ele é um rapaz novo, mas já com uma vida feita. E de repente ele tem de voltar a uma realidade que ele não reconhece. A uma casa que ele não se lembra. A uma namorada que ele não tem sentimento. Ou ao grupo de amigos que repente ele não se encaixa. O quão importante para nós é a construção das nossas memórias. E quão difícil é recomeçar do zero, num local e com as pessoas que nos deviam ser tão familires e que não são.

Gostei muito deste documentário, não só porque é um balde de água fria quando toda a história é revelada, mas também pela impressionante mensagem que o mesmo transmite sobre a memória. Não vos posso falar muito mais deste filme porque estaria a revelar muitos spoilers, mas acima de tudo recomendo muito que o vejam.



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