CINEMA | ONCE UPON A TIME... IN HOLLYWOOD

05/02/2020

Quando este filme saiu e toda a gente estava a falar dele eu confesso que também fiquei com uma enorme curiosidade para o ver. O tempo foi passando e curiosamente a minha vontade de o ver acabaou por ir decaindo. Com os oscars lá peguei nele e hoje estou aqui para vos falar dele. 

"Los Angeles, fevereiro de 1969. Rick Dalton, estrela da série televisiva "Bounty Law", nos anos 50, confessa ao seu melhor amigo e duplo, Cliff Booth, o receio de que a sua carreira possa ter acabado. Enquanto isso, a atriz Sharon Tate e o seu marido, o realizador Roman Polanski, passam a ser vizinhos de Dalton."

Neste filme nós vamos acompanhar três linhas narrativas sempre com o pano de fundo de Hollywood. A primeira e talvez a principal é a linha temporal da dupla de actores Rick Dalton e Cliff Booth que são respectivamente actor principal e o seu duplo. Com eles vamos conhecer a indústria cinematográfica da época, as suas dificuldades e principalmente vamos acompanhar as dúvidas existenciais de Rick Dalton ao chegar a um ponto da carreira onde se depara com a realidade de apenas ter feito na vida Westerns e de isso já não lhe estar a trazer a notoriedade que outrora lhe haviam trazido. Começa a questionar as suas capacidades enquanto actor e isso começa a revelar o primeiro lado do filme. Holywood apesar de parecer ser perfeita e utópica albergava muitas pessoas  com dúvidas e preocupações. A aparência perfeita de uma América de sonho albergava pessoas com problemas. Isto sempre acompanhado pelo seu companheiro que estava nem aí para metade das preocupações do Rick e que acaba por aproveitar bem mais a vida. A segunda linha temporal é a história da Sharon Tate, actriz e, do seu marido Roman Polanski, realizador, que chegam à cidade e que acabam por dar nas vistas. Apesar da sua linha não ser a mais proeminente no filme adorei ver a importância da Sharon no filme principalmente na cena em que ela vai ao cinema. Foi tão bom ver como uma actriz se sente quando se senta numa sala de cinema para ver um filme seu na companhia de estranhos e perceber qual a reacção das pessoas à sua personagem e qualidade técnicas. Por último temos a linha do Charles Manson e do seu grupo que acabaram por ser presos por serem serial killers. Apesar de este grupo e aquilo que fizeram não ser propriamente explorado no filme aparece acredito para marcar o tempo do filme e para demonstrar que foram uma parte importante da história do cinema também. 


Eu confesso que ao início não estava a adorar o filme, achei talvez o início do filme um pouco lento demais. Mas depois as interpretações de todos os actores acabaram por me agarrar mais ao ecrã do que propriamente a história em si. Leonardo DiCaprio está fantástico como o protagonista em alta que aos poucos se vai desvanecendo, como o actor em fúria quando não consegue desempenhar o seu papel, mas também o actor triste pela passagem do tempo e pela perda de papéis. Brad Pitt está fantástico e para mim a minha personagem favorita do filme. Acho que ele carrega muito deste filme e fez com que eu me agarrasse ainda mais a ele. E por fim Margot Robbie que claro está fantástica como nos tem vindo a habituar. No filme gostei também muito dos cenários, do realismo do que era Hollywood à época, da referência a outros filmes com o aparecimento de várias personagens conhecidas, da banda sonora e claro do guarda-roupa. Tudo esteve fantástico.

É por isso um filme que recomendo. 

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