CINEMA | JOJO RABBIT

19/02/2020

Não sabia nada sobre este filme quando parti para a sua visualização. Sabia apenas que era sobre a 2ª Guerra Mundial e que era um filme cómico-dramático. Não saí da sala a adorar o filme, mas tocou-me bem mais o seu lado dramático do que o seu lado cómico.
"Jojo Rabbit é um menino que vive durante a Segunda Guerra Mundial e tem como amigo imaginário, uma versão etnicamente imprecisa de Adolf Hitler, que inflama as ingénuas crenças patrióticas do menino. No entanto, tudo muda quando Jojo conhece uma menina que desafia esses pontos de vista e o obriga a enfrentar a realidade."

Jojo é um menino que apesar de magricelas e inseguro assume ser um nazi puro, fiél aos ensinamentos e ideologias de Hitler. Aliás, ele até o tem como um amigo imaginário, pronto a guiá-lo nas suas mais difíceis decisões do dia-a-dia. Mas é quando a sua vida é posta à prova com o surgimento na sua vida de uma menina judia que a sua vida vai mudar completamente. O filme todo ele acaba por ser uma sátira constante ao regime, aos seus ideais e à forma como os implementavam à época. O filme sabe muito bem utilizar a figura das crianças como um gatilho cómico de como toda a ideologia era implementada desde cedo e de como ia implementando a propaganda desde tenra idade. Tal como a figura do Hitler como amigo imaginário do Jojo acaba por ser uma sátira a ele mesmo, sendo interpretado de uma forma drasticamente cómica, desesperada, voraz pelas acções de uma simples criança, demonstrando a forma desesperada com que ele conduziu toda a guerra. Mas se por um lado gostei bastante da parte da sátira com o Hitler, com as crianças e até com o oficial inválido, não consegui entender a utilização da personagem Fraulein Rahm, que acaba por ser bem inútil e para mim sem graça ou utilidade alguma. 

O filme para mim ganha no seu lado dramático e de conhecimento e crescimento que a personagem do actor principal, o Jojo, tem quando conhece a menina judia. A principio são momentos tensos e bem cómicos, mas depois nasce uma amizade e a trajectória dele enquanto pessoa muda e também muda a forma de ele olhar para o regime, o seu tão amado Hitler e aquilo que estava a acontecer à sua volta. Achei a interpretação do Roman Griffin Davis como Jojo, bem convincente quer nos momentos mais divertidos quer nos momentos mais dramáticos. De todo o filme é com certeza a personagem que vou levar comigo.

No fundo a interpretação que mais destaque obteve a de Scarlett Johansson como mãe de Jojo, foi a que menos gostei, a que menos impacto teve para mim e serviu sempre para mim como uma actriz secundária, importante nas suas ideias e importante para algum do desenvolvimento do seu filho, mas que nunca me soou convincente, maternal ou alerta o suficiente para a importância que nos estava a transmitir.

O filme para além de me ter conquistado com o Jojo, conquistou-me também com o seu tom sarcástico bem ao meu estilo, mas também pela sua realização, fotografia e com certeza a parte cénica. É um filme bem colorido, o guarda-roupa não desilude e tudo se conjuga para esta grande sátira que o filme é a toda a ideologia Hitleriana. No fundo, e apesar de não ter adorado o filme, é com certeza um filme que recomendo a visualização.

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