CINEMA | I LOST MY BODY

22/02/2020

Este ano a categoria de melhor filme de animação não foi muito fantástica, pelo menos a ver pelos nomeados. Mas vai daí que eu decidi ver este filme que me faltava e tive uma agradável surpresa.
"Este é um filme que conta a história de uma mão amputada que percorre as ruas de Paris à procura do seu dono e de Naoufel, um jovem solitário, que se apaixona. Divide-se essencialmente em três narrativas que vão decorrendo em paralelo: a infância do jovem, que, em preto e branco, reflecte o relacionamento deste com os seus pais que morreram; a vida adulta, em cores, mostrando como é lidar com as sensações de amor e de solidão; e a mão, que procura o rapaz em uma longa jornada cheia de desafios."
Este é um filme que é narrado basicamente em duas grandes partes. A da mão que percorre as ruas de Paris. E a narrativa de Naoufel o nosso protagonista, um rapaz que sempre foi muito curioso com a vida, mas que após a perda dos seus pais acaba por ficar amargurado, e viver uma vida quase sem sentido. Até que um dia, numa tentativa de entrega de uma pizza conhece a rapariga por quem se vai apaixonar. E voltar a descobrir que tem vida dentro dele.

Não sei bem o que me fez gostar tanto do filme. Ao princípio toda a parte da mão me estava a deixar bem inquieta, e sem perceber bem a história, afinal não sabia nada dela. Mas à medida que o filme foi avançando eu fui-me começando a afeiçoar à história do Naoufel e à sua personalidade. O filme tem todo ele um tom melancólico, triste, de tentativa de criar impacto no espectador nem sempre pelos motivos mais felizes. Mas não é isso que nos faz sempre relacionar com os outros? A vida de Naoufel vira-se de cabeça para baixo quando perde os seus pais, e a vida deixa de fazer sentido. É quando encontra uma rapariga que tem uma personalidade forte e que se mete com ele que ele percebe que ainda há vida. Que ainda tem sentimentos, vontade de viver. Vontade de fazer da vida algo maior. 

Gostei muito da animação do filme, da banda sonora, e curiosamente e ao contrário do início do filme, as partes com a mão a solo são divertidas, curiosas e muito bem executadas. É sem sombra de dúvidas um filme que me surpreendeu e que só posso recomendar.

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