CINEMA | FORD VS FERRARI

20/02/2020

Quando a publicidade a este filme surgiu fiquei curiosa para o ver. Não percebo nada de carros, mas percebi logo que este era um filme com um tema importante para época e para a industria automóvel, e claro, das marcas envolvidas. Desconfiei logo que estaria nos Oscars e por isso cá está a minha opinião.
"EUA, década de 1960. Com a Ferrari a ganhar protagonismo do ramo automobilístico pelo "glamour" dos seus veículos e pelas excelentes prestações em corridas, a Ford percebe que tem de recriar a imagem da marca e mostrar a força dos seus automóveis. Para isso, Henry Ford II contrata o designer Carroll Shelby para criar uma equipa que esteja disposta a entrar em competição. É assim que surge o engenheiro e piloto Ken Miles que, apesar de um estilo próprio e pouco consensual, estará ao volante do GT40, a nova criação da Ford. O trabalho conjunto daquela equipa vai transformar a edição de 1966 da clássica corrida das 24 Horas de Le Mans – realizada anualmente no Circuit de la Sarthe (França)  –, num momento inesquecível para a modalidade e para todos os que ali se encontram."
Basicamente este filme conta-nos a história de uma corrida pela supremacia de uma marca de carros. A Ford estaria com problemas na empresa e necessitaria de uma viragem no tempo e a produção de um carro de corrida que fizesse frente às demais marcas, vulgo Ferrari, era muito importante. É aí que a produção de um carro de corrida tem inicio e a vitória na corrida Le Mans é então almejada pela Ford. 

Não estava à espera de ter gostado tanto do filme. Afinal não percebo nada de carros, corridas, regras e essas coisas. Mas a história humana por detrás deste filme foi sem sombra de dúvidas o que me conquistou. Desde o dono da empresa que só quer honrar o nome do pai e quer sucesso, ao mecânico que quer construir o carro mais veloz mas que está a passar por dificuldades económicas. Senti sempre que a história que nos estava a ser contada não era tudo aquilo que possivelmente aconteceu na realidade, e muito o filme ainda nos contou sobre as empresas visadas e a sua ética. Mas também senti sempre que essa temática acabou por ser um pouco colocada de lado quando o sonho de dois homens se sobrepõe às políticas económicas. E eu gostei muito das interpretações dos actores principais Matt Damon e Christian Bale, foram para mim a alma do filme.

Mas gostei também muito da realização e edição do filme. Senti sempre estar no meio da corrida, senti sempre o que eles estavam a sentir, a adrenalina de conduzir aquele carro. Acho que a produção técnica deste filme está espectacular e é sem sombra de dúvidas a melhor parte do filme. 

Um filme inspiracional, com uma boa dose de adrenalina e que vale a pena ver.



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