TV SHOWS | LA CASA DE PAPEL

Todos à minha volta estavam a ver esta série e eu claro curiosa como sou também quis entrar no hype e vê-la. É com certeza uma série diferente e a prova de que fora dos grandes estúdios também se produzem grandes séries. "La Casa de Papel", conta-nos a história de um grupo de pessoas, ladrões de profissão, que são contratados pelo Professor para fazer o maior assalto da história, um assalto à Casa da Moeda Espanhola. Planear foi meticuloso, executar nem sempre fácil, já a conclusão terão mesmo que ver para saber.
Fiquei muito surpreendida quando a série começa e temos logo no primeiro episódio todo um plano mirabolante e o começo do que seria o tal grande assalto. Conhecemos então um grupo de pessoas, todas elas muito diferente e todas elas com o propósito de realizar o grande assalto e assim poderem mudar de vida. Todos eles são obrigados pelo Professor, o arquitecto do plano, a utilizar nomes de código que rapidamente se decide serem nomes de cidades. O plano é realmente mirabolante e a estrutura da série trás leveza e faz com o que espectador se agarre a cada episódio e só queira saber como é que tudo vai terminar. Aliás o tão esperado fim é algo que foi sendo construído na minha cabeça e para mim só faria sentido se fosse aquele que aconteceu, daí eu não saber se a tal terceira temporada já anunciada faz algum sentido.

A série ganha para mim por vários aspectos. O primeiro e para mim o mais importante é sem sombra de dúvidas o enredo. Inspirado com certeza em outras séries já realizadas este é um enredo original, perspicaz, impactante e acima de tudo envolvente e viciante. São vários os momentos ao longo da temporada em que achamos que tudo está perdido, mas que no último segundo tudo se resolve ou tudo já estava simplesmente planeado. E eu gosto quando as séries fazem isso connosco, nos corroem até ao último segundo para depois nos mostrarem que afinal já estava tudo planeado. Outro dos aspectos a ressalvar e talvez o meu favorito é sem sombra de dúvidas a edição de toda a série que está fantástica e realmente conecta o espectador com toda uma série de acção e com momentos muito bem pensados. Espero por isso que a Netflix leve toda a equipa para produzir e editar a tal terceira temporada. Falar-vos também dos meus personagens favoritos que foram sem sombra de dúvidas a Nairobi por ser divertida e focada no plano e o Berlim que apesar de ter algumas atitudes com as quais eu não me identifico foi sem sombra de dúvidas a pessoas que sempre foi fiel ao plano. E por último claro um dos pormenores que fez total sentido para mim e marca completamente a série que é a máscara usada do pintor Salvador Dali que funciona de uma forma que eu não estava mesmo nada à espera.

Mas nem tudo foi fantástico e para mim a série só peca num único aspecto, o amor. Esse sentimento tão forte e mágico no mundo do crime e num plano destes não pode existir. O amor é aquele sentimento que nos faz baixar a guarda e torna-nos mais frágeis, para além de nos levar a ter atitudes parvas e desnecessárias. É o que acontece com a Tóquio e com o Rio, e até com o Professor e a Inspectora Raquel. Nesta dimensão o amor tem se ser posto de parte e os criadores de histórias têm de começar a pensar nisso.

No fim esta é uma série muito boa e que me envolveu do primeiro ao último episódio. Estou curiosa para ver o que vem por aí, mas ao longo de todos os episódios e após o final da série não senti necessidade de mais. É com certeza a série do momento. E vocês já a viram?

Sem comentários