CINEMA | THE BOSS BABY

The Boss Baby era daqueles filmes de animação que não me despertavam qualquer tipo de curiosidade. E sim, não fosse o mesmo estar nomeado aos Oscars e eu provavelmente só o iria ver se me enganasse no comando e ele estivesse a dar ao domingo à tarde numa qualquer televisão. Mas pronto, lá o vi e confesso que não gostei lá muito dele.
Tim Templeton, de sete anos, tem uma vida perfeita com os seus fantásticos pais. Até que, um dia, chega um novo bebé, de fato e pasta de executivo. O estranho recém-chegado de imediato toma conta da casa e da atenção dos muito babados progenitores. Tim não está feliz e decide vigiá-lo de perto. O esforço é recompensado quando descobre que o bebé fala e tem uma missão.
Tim é um menino feliz com a sua família. Todos vivem em harmonia e assim a vida segue, até ao dia em que os pais têm a ideia de terem mais um filho e miraculosamente eles têm mas de uma forma muito surreal. Um dia aparece à porta de casa deles um bebé de táxi e esse é o novo membro da família. Tim e o bebé não se dão nada bem, até porque Tim parece ser o único que percebe que algo de errado se está a passar ali. E é aí que percebemos que o Boss Baby é um bebé especial enviado à terra com uma missão, salvar os bebés do flagelo dos humanos agora só quererem cachorros.

A ideia por detrás do filme até é engraçada. Neste filme os bebés são concebidos numa espécie de fábrica e ali eles são escolhidos entre os que vão para a terra e para as determinadas famílias e aqueles com capacidade de gerir o mundo dos bebés. Só que depois o filme é cheio de falhas e incongruências. Como a dos pais receberem um filho de um táxi, ou de o mesmo andar sempre de fato e gravata, ou de o mesmo já ser muito desenvolto para um recém nascido. Nada disso é levantado como uma questão pelos pais e apenas e só pelo Tim. Ou pelo facto de o filme não trazer nada de novo ao panorama dos filmes. A história é cliché e banal de mais, outros filmes de animação já nos trouxeram e isso é o que me chateia na indústria dos filmes de animação. Tudo bem que o público-alvo dos mesmos são as crianças, mas não podemos fazer delas um público burro, porque eles não são. Os filmes de animação têm de ser cada vez mais inteligentes e inovadores, porque num mundo onde se cria tudo. onde se faz tudo não podemos ficar presos sempre aos mesmos conteúdos.

Mais triste fico ao ver um filme destes nomeados aos Oscars, quando no mundo inteiro em 2017 existiram produções com muito mais interesse de estar numa cerimónia como esta. E por isso este é um filme que entretém, mas que não passa disso mesmo.



E vocês? Já viram o filme?
O que acharam?


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