CINEMA | GOODBYE CHRISTOPHER ROBIN

Quem não se lembra do Winnie the Pooh na sua infância? Eu lembro-me muito bem e ainda hoje recordo com saudades as tardes que passava a ver esses desenhos animados. Por isso quando saiu a notícia que iria sair um filme sobre a criação dessa tão emblemática personagem e seus amigos eu fiquei logo curiosa e hoje partilho com vocês o que achei do filme. 

O drama acompanha a relação do escritor Alan Alexander Milne com seu filho, Christopher Robin Milne, cujo brinquedo foi a inspiração por trás do seu personagem mais famoso: Winnie the Pooh. Ao lado da mãe, Daphne, Christopher encontra-se diante das atenções do mundo, após o sucesso dos contos de seu pai.

O filme como já perceberam conta-nos a história da criação do Winnie the Pooh. Mas a história é mais profunda que isso, ao acompanhar a vida do escritor Alan Milne que após regressar da guerra se vê com stress pós traumático e a não conseguir ultrapassar aquilo que lá viveu. Tentando fugir da cidade e de todos os barulhos que lá habitam ele, a mulher e o filho vão para o campo e começam a desenvolver uma relação que o leva a escrever uma história baseada no filho e nos seus brinquedos de peluche, que o levam ao sucesso eterno. Mas para o filho significou também um crescimento muito difícil.

E apesar de eu ter gostado do filme como um todo e de toda a sua história ele acabou por me desiludir. A história em si é muito interessante, a forma como ele começou a criar as histórias à volta do filho e dos seus brinquedos, como foram nascendo as personagens, o porquê de aquela história também acontecer. E depois claro, ainda mais interessante ver como o sucesso apareceu e aquilo que eles fizeram com ele, obrigando uma criança a enfrentar todo um mundo obcecado com estas histórias. Mas o filme peca pelo seu ritmo pouco entusiasmante, pela sua realização pouco aproveitada e por interpretações que não cativam e que fazem com que o filme perca interesse. Dei por mim a meio do filme a querer mais, a desejar mais de todos as partes técnicas e a não obter tudo aquilo que o filme potenciava. É uma pena porque a história destas pessoas é tão forte e importante. Porque aborda temas muito interessantes, como o pós guerra ou o trabalho e a exploração infantil. As crianças que vinham ao mundo por meros caprichos e que depois eram criadas por amas ou colégios internos. Há tanta coisa neste filme que poderia ter sido tão bem aproveitada, que ficou a saber a pouco. 

No entanto este é um filme que recomendo para pessoas que gostam destas personagens tão icónicas da nossa infância, e que tal como eu não conheciam a história dos seus criadores. 


E vocês? Já viram?
O que acharam?

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