CINEMA | FLIPPED

Antes de ver este filme confesso que tinha algum preconceito para com ele. Achava que não ia gostar dele, que o ia achar infantil demais e depois quando o vejo foi a surpresa total, porque eu acabei por gostar muito dele. E hoje claro venho partilhar com vocês a minha opinião sobre ele.

Juli (Madeline Carroll) e Bryce (Callan McAuliffe)  conheceram-se aos sete anos de idade. Ela sempre o admirou, mas ele achava-a meio estranha. Aos 13 tudo muda e ele começa a apaixonar-se por ela. Juntos, eles vão compartilhar várias experiências amorosas, como o famoso primeiro beijo, que faz parte da vida de todos nós.

Tudo começa quando Bryce se muda para a frente da casa da Juli e ela apaixona-se por ele. O amor não é correspondido e ao longo dos anos ela vai sempre perseguindo o seu amor até meio que desistir ao perceber que ele não é mesmo correspondido. Quando isso acontece Bryce percebe que gosta dela e vai ter que ir atrás deste amor. E este é o mote para esta simples história de amor que nos toca tanto. Este filme mostra-nos que o amor tem o condão de mudar vidas quer ele seja o amor entre duas pessoas, o amor entre família ou simplesmente o amor a um sonho. Bryce e Juli começaram a experienciar o seu primeiro amor, os primeiros olhares, as primeiras experiências, os primeiros preconceitos e as primeiras vivências. Vistas sob um olhar de duas crianças a inocência pode-se pensar que está presente em todo o filme, mas enganam-se. Neste encontro está patente já toda uma carga de intolerância e preconceito fruto da influencia dos adultos e se pelo lado da Juli a vontade e a inocência abundam do lado do Bryce o preconceito é que reina. A ajudar a este relacionamento estão as famílias de ambos. A família da Julie é pobre e baseia a sua vida no amor inclusive até a um tio da Juli que está internado numa clínica por ter uma deficiência. Já a família do Bryce é rica e vive uma vida quase de aparências e de snobismo, preferindo o dinheiro à busca pelo amor na vida e nos sonhos. A ajudar a esta história está também o avô do Bryce que vai ser um pouco a balança nesta história, pois acaba de perder a sua mulher e vai assim ensinar muito aos nossos personagens.

 Gostei da forma como a história está contada, sempre com um duplo narrador. Uma vez vemos a perspectiva da Juli outras a do Bryce e isso é muito interessante de ver, porque temos sempre a visão de ambos sobre as situações. Gostei da inocência que o filme nos tenta transmitir que apesar de não esconder as partes mais tristes do amor, nos tenta passar a ilusão dele. Convenhamos que mesmo quando tudo parece correr mal o amor aquece o coração, dá esperança, vontade de viver e enfrentar o mundo. E gostei desse tom do filme. Faz-nos sentir bem e isso é bom. É um filme reconfortante. E é por isso um filme que recomendo.



Já viram o filme?

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