CINEMA | RISE OF THE PLANET OF THE APES, DAWN OF THE PLANET OF THE APES, WAR FOR THE PLANET OF THE APES

Desde que esta nova história do Planeta dos Macacos surgiu que eu andava com alguma curiosidade para ver os filmes. No andar da vida os filmes foram ficando para trás por alguma preguiça. Mas com a estreia do último filme desta 'trilogia' decidi que ia mesmo pegar nestes filmes e tentar perceber se ia gostar ou não. Não tendo ficado a maior fã da nova trilogia, a mesma não me desiludiu e por isso hoje trago-vos uma mini opinião dos filmes.
 
No primeiro filme 'Rise of the Planet of the Apes' a história começa quando uma empresa norte americana decide ir à selva e raptar macacos para fazer experiências em laboratório. Neles estava a ser testada uma nova droga para combater o alzheimer. Um dia uma das macacas enfurecida decide atacar os funcionários e acaba a ser abatida. Mal sabendo eles que ela apenas tinha reagido assim por ter acabado de dar à luz o seu filho e estava com medo que o levassem. Will acaba por o levar para casa e por lhe colocar o nome de Caesar. Ao educá-lo percebe que ele adquiriu aptidões especiais por ter recebido o mesmo medicamento que estava a ser dado à sua mãe enquanto ele estava na sua barriga. Mesmo ele tendo adquirido o conhecimento de que os humanos não eram más pessoas Caesar nem sempre vai ter as melhores experiências e vai começar a aprender que macacos e humanos nem sempre devem estar juntos. É aí que quando ele é preso decide incitar uma revolta e partir com os seus companheiros macacos para o seu habitat natural. Achei este um bom filme para iniciar uma nova história à volta dos macacos. Aborda tudo aquilo que sempre dividiu os humanos dos macacos, as suas ideias e concepções da vida. Humanos e animais não podem coexistir da mesma forma e mesmo quando ambos têm a mesma capacidade intelectual, essa convivência não pode acontecer porque o animal é perigoso e não consegue distinguir o bem do mal. E a ideia desta história vem provar exactamente o contrário, que humanos e animais com a mesma capacidade intelectual podem conviver e que mesmo quando ambas as espécies são colocadas à prova os macacos preferem ir embora para o seu habitat e os humanos preferem matar. Claro que isto é uma história, mas serve bem para comparar com a nossa vida e aquilo que aprendemos com ela.

Neste segundo filme, 'Dawn of the Planet of the Apes' Caesar já vive com a sua grande comunidade na sua nova casa bem longe da sociedade. Só que essa sociedade que eles deixaram para trás no último filme acabou a morrer com uma gripe símia e a ser dizimada. Restam muito poucas pessoas e só algumas delas são imunes ao vírus da gripe. É quando a energia está a acabar que o líder dos humanos decide enviar um grupo para a floresta onde vive a comunidade de macacos para tentar negociar com eles o uso de uma barragem que lá existe. Mas mais uma vez macacos e humanos vão-se ver num grande conflito principalmente quando um macaco não consegue esquecer todo o mal que os humanos alguma vez lhe fizeram. Este já é um filme mais maduro e aborda questões mais profundas, sendo até mais focado no grupo de macacos como uma comunidade do que nos humanos. Aliás, para mim os humanos apenas estão ali como acessórios para o Caesar perceber como lidar com a dinâmica de grupo que se está a formar. Gostei deste filme pelas temáticas abordadas e pela forma como elas foram colocadas no filme. Dá-se espaço para que todos percebam que os humanos não são o maior inimigo e que juntos é que vão conseguir superar as adversidades, e que apesar de Caesar continuar a confiar em alguns humanos também ele percebe o que significa guardar a sua comunidade e acima de tudo a sua família. E se é guerra que ambos querem uns contra os outros, então também ele irá para a guerra. Um filme mais intenso que serve bem para demonstrar a passagem do tempo desde o primeiro filme. 

Por último, temos então o 'War for the Planet of the Apes' e para mim o mais próximo das problemáticas dos humanos de todos os filmes. Quando terminei os dois primeiros filmes fiquei com a ideia da guerra e confesso que estava à espera de algo grandioso e um filme com uma carga muito pesada. Quando o filme começa nós vemos uma invasão à casa do Caesar onde muitos macacos são mortos, inclusive a família próxima dele. Quando isto acontece Caesar fica muito revoltado e decide enviar a sua comunidade para um lugar longínquo enquanto ele ia atrás de quem matou a sua família. Mas as coisas não correram bem e todos acabam capturados por um soldado meio doido que os coloca a fazer trabalhos forçados para a construção de um muro. Acho que já devem ter percebido a grande inspiração para a trama deste filme. Durante o filme Caesar e os seus companheiros vão ainda conhecer uma menina que não fala e um macaco que fugiu do zoo. E eu confesso que estava à espera de muito mais deste filme do que aquilo que fui encontrar. O filme é o mais silencioso de todos e sendo o filme intitulado a Guerra é um pouco contraditório, mas o que é certo é que acaba por funcionar. As lutas interiores e o silêncio imposto por eles falarem apenas por linguagem gestual leva a que nós espectadores fiquemos ainda mais atentos a tudo o que se passa no ecrã. E apesar de o filme não ser a tal guerra que eu estava à espera ele acaba por ser muito interessante nos vários aspectos que nos vai fornecendo. Começando pela menina que não fala por nunca lhe ter sido ensinado, talvez por os seus pais também nunca terem aprendido. Depois o macaco que fugiu do zoo e que apesar de ser o elemento cómico do filme (para mim desnecessário) é o elemento mais triste de todo o filme. Intitulando-se de 'Bad Ape' por ser assim tratado no zoo acabou por fugir por ser maltratado, uma alusão aos animais colocados em cativeiro. Temos depois o militar que acaba por encarcerar para trabalhos forçados os macacos, que é um militar cheio de medos, não só dos outros militares mas também da doença que assola os humanos. O filme acaba por pegar em algumas bengalas da história da humanidade e até da história do presente, para criar um filme sobre a sobrevivência dos macacos mais uma vez. Não é que eu não tivesse gostado do  filme, porque gostei e muito, mas achei que o mesmo poderia ter ido por outro caminho, ter inventado outro rumo. E para mim faltou com certeza aquele sentimento de culminar de uma trilogia.

Quero ainda destacar nestes filmes toda a sua parte de efeitos especiais que está simplesmente fantástica. Ao longo de todos este filmes os macacos foram interpretados por humanos actores que vestindo uns factos especiais permitiram depois a toda a equipa de edição trazerem até nós um filme espectacularmente bem produzido. 

Recomendo muito que vejam estes filmes.




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