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CINEMA | MARY AND MAX

Quando andava a fazer as minhas pesquisas para o podcast de filmes de animação e me deparei com este filme fiquei muito curiosa, não só pela sua imagem e animação, mas pela história curiosa que o trailer mostrava. E digo-vos, este filme é maravilhoso e um que vos recomendo muito.

Mary Daisy Dinkle (Toni Collette) é uma menina solitária de oito anos, que vive em Melbourne, na Austrália. Max Jerry Horovitz (Philip Seymour Hoffman) tem 44 anos e vive em Nova York. Obeso e também solitário, ele tem Síndrome de Asperger. Mesmo com a distância e a diferença de idade existente entre eles, Mary e Max desenvolvem uma forte amizade, que transcorre de acordo com os altos e baixos da vida.
Mary é uma menina de 8 anos que vive uma vida triste. Primeiro porque tem um pai ausente e uma mãe alcoólica, e depois porque não se sente bonita e ainda sofre de bullying na escola. Um dia, numa ida a uma espécie de biblioteca, ela consegue arrancar um nome e uma morada de uma lista telefónica e decide enviar uma carta a essa pessoa. Essa pessoa era o Max, um homem de 44 anos que sofre de obesidade e tem um pouco de medo de tudo. Juntos começam a corresponder-se e apesar da distância e da idade criam uma amizade.

Este filme chama logo à atenção pela sua imagem de animação. Feita através de stop-motion e bonecos de plasticina moldados de forma muito interessante e divertida, este filme tenta através de momentos divertidos e descontraídos tocar em assuntos muito importantes, como o bullying, a falta de auto-estima, a ausência dos pais, o alcoolismo, a obesidade, a solidão, o autismo. Assuntos que à primeira vista são tratados com alguma superficialidade mas que à medida que o filme avança, que a história se desenvolve nos vai começar a tocar mais e mais e nós vamos começando a torcer pelo final feliz das personagens. Temos duas personagens completamente diferentes, de um lado uma menina de 8 anos, cheia de sonhos e com vontade de chegar mais longe que vê na amizade com Max uma forma de ir superando as suas dificuldades. Já Max acaba por encontrar na Mary a pessoa que o faz sair do seu mundinho de medos, de solidão de miséria.
O filme é muito inteligente na forma como aborda os vários temas que vão aparecendo no grande ecrã. Desde logo na escolha das cores do filme, do lado da Mary uma cor sépia, e do lado do Max o preto e branco e ambos têm um apontamento em vermelho. E depois é todo o seu conjunto, são as vozes, é o argumento, é a banda sonora, é o stop-motion. Tudo funciona para que o filme se torne bonito, inteligente e acima de tudo tocante. Um filme que nos mostra que podemos fazer a diferença na vida de alguém, por mais pequenos que sejamos, por mais problemas que tenhamos, podemos sempre fazer a diferença na vida de alguém.


Um filme cheio de esperança que recomendo muito e que quero ter na minha colecção.

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