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PRÓXIMA FASE!

Ao longo dos anos tenho vindo a reparar que demoro algum tempo a processar as coisas que me vão acontecendo e que preciso sempre de algum tempo para parar, pensar e seguir em frente. Quase como que um luto que preciso de fazer de determinadas situações. O mesmo aconteceu com o último grande acontecimento da minha vida, o fim do meu estágio. O ano de 2016 foi muito importante tanto a nível profissional como a nível pessoal. Estava a precisar de um abanão e ir viver sozinha para uma nova cidade fez total sentido. E o estágio onde estive ainda mais. Sinto-me uma privilegiada pela família que tenho me apoiar nas decisões que tomo e de me suportar na minha busca por um trabalho que me preencha e que possa proporcionar um sentido para o futuro. A minha área não é nada fácil e para piorar tudo no fim do curso não soube a 100% se era aquilo que queria mesmo, ainda para mais quando ninguém nos dá oportunidades para trabalhar, ganhar experiência e acima de tudo perceber se realmente encaixamos em determinadas áreas e mundos. Consegui encontrar um estágio numa área da minha formação que sempre me fascinou e com a qual adorei trabalhar. Se me perguntassem se ficaria no lugar onde estive a trabalhar este ano aceitaria com certeza, mas infelizmente as coisas nem sempre estão ao alcance de um pedido e por isso cá estou eu de volta ao mercado de trabalho e à rotina do envio de currículos. 
 
Neste ano aprendi muito sobre mim, mas também sobre os outros. Mudar para uma cidade totalmente desconhecida para mim e ir trabalhar com pessoas que desconhecia totalmente não foi fácil. Considero-me uma pessoa muito flexível e por isso consigo me adaptar bem a novas casas, a novas pessoas, mas eu nem sempre também sou fácil. Também tenho o meu feitio e quando não gosto de algo ou de alguém não vou fazer fretes para me dar com essa pessoa ou para viver determinada situação e vou quase sempre partilhar a minha opinião sobre ela. Muitos me aconselham a ficar calada, a deixar as coisas correrem, que as pessoas caladas ganham mais. Eu não acredito nisso. Acredito sim que se mais pessoas como eu não fossem falsas ou falsos obedientes o mundo estaria muito melhor, e principalmente num local como aquele em que estive a estagiar se mais pessoas falassem as coisas seriam tão diferentes. Não é uma questão de sermos mal educados ou de nos estarmos a lixar para o trabalho que estamos a desenvolver, mas sim olhar para as pessoas, pedir a sua opinião e perceber que há mais potencial nos trabalhadores do terrenos do que nos chefes. E nesse quesito ainda me apercebi ainda mais que o que existe em demasia são chefes e não líderes e enquanto isso continuar a acontecer as coisas não vão mesmo andar para a frente. 
 
Mas depois também descobri pessoas maravilhosas que estiveram dispostas a dispensar o seu precioso tempo para me ensinar, sem pedirem rigorosamente nada em troca. Pessoas que mesmo não me conhecendo ofereceram a sua amizade, que me fizeram sentir em casa a cada dia de trabalho, que me fizeram sentir valorizada e que me acarinharam como se um deles se tratasse. Pessoas que vou levar para sempre no meu coração por terem sido tão importantes numa fase complicada da minha vida. Pessoas essas que superaram e muito as outras pessoas más, que só estão no nosso caminho para atrapalhar, que não suportam que possamos estar a fazer um bom trabalho e que só estão à espera de um pequeno deslize para nos derrubar um pouco mais. Dessas pessoas só tenho pena por não conseguirem ver o potencial das pessoas do amanhã, daqueles que podem mesmo trazer mais valias ao trabalho já desenvolvido, aqueles que têm capacidade e acima de tudo vontade de trabalhar e de formar um amanhã melhor.
 
Foi sem sombra de dúvidas um ano determinante na minha pessoa e agora é bola para a frente que o que está por vir será com certeza mais e melhor. 


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