CINEMA | FLORENCE FOSTER JENKINS, ELLE, JACKIE

Hoje trago-vos um conjunto de opiniões de alguns filmes presentes nos Oscars deste ano. A particularidade que une estes três filmes é que valeram às suas protagonistas a nomeação para a categoria de melhor actriz. Não sei se será alguma destas actrizes a levar o galardão para casa, mas o que é certo é que os seus filmes não me conquistaram o suficiente para terem direito a uma opinião completa aqui no blog. Mas vamos lá saber o que achei de cada um destes três filmes.

Neste filme nós conhecemos a Florence, uma senhora rica da alta sociedade Nova Iorquina, que durante toda a sua vida investiu numa das suas maiores paixões, a música. Sempre apoiou músicos e até fundou um clube na cidade, onde ela podia dar os seus espectáculos, na companhia do seu marido. Numa ida à ópera ela sente-se inspirada e decide ela própria começar a cantar e dar um concerto. Apesar de não ter a voz mais perfeita ela insiste e consegue levar a dela avante e dar muito que falar com este seu concerto. Baseado em factos verídicos, este filme valeu à actriz principal, Maryl Streep, uma nomeação aos Oscars deste ano, e foi talvez mais por isso que acabei por ver o filme, porque confesso o mesmo não me estava nada a chamar a atenção. E apesar de não ter adorado o mesmo não me foi totalmente indiferente. Conta com uma interpretação maravilhosa da Meryl, como uma atitude como só ela tem ao interpretar, e ao conseguir incarnar à séria uma pessoa que no fundo não canta bem. Essas foram partes muito cómicas, mas muito interessantes também. Gostei também muito do guarda roupa e da cinematografia do filme que estão fantásticas, levando-nos mesmo para os dias do filme e toda aquela aura de euforia em tempos de guerra. A história tem um grande senão por detrás que torna a história ainda mais real e dramática, não vos conto pois acredito ser uma das parte mais interessantes do filme. E é muito por esta parte que eu recomendo o filme. Por detrás de tanto glamour e aparência existia sim uma personalidade muito interessante que eu gostei de conhecer.


Jackie conta-nos a história de Jacqueline Kennedy, mulher do 35º presidente dos EUA, John F. Kennedy, logo após o seu assassinato. Confesso que quando vi o trailer pensei que o filme fosse um retrato fiel do dia da morte do presidente e dos dias que se seguiram. Mas o filme acaba por não ser bem isso e no fundo isso foi uma coisa que acabou por me agradar. O filme mostra-nos a Jackie a dar uma entrevista onde conta a sua versão de toda a história e do seu casamento. Ao longo da entrevista é-nos revelado enquanto espectador aquilo que ela está a relatar. Então vemos a vida da Jackie na Casa Branca, o dia do atentado e após, onde ela tem de tratar do funeral e lidar com uma vida sem o seu marido e presidente dos EUA. Eu já conhecia um pouco daquilo que se tinha passado naquele dia, pois já tinha visto um documentário sobre isso. E gostei que o filme não se focasse só nisso e naquilo que isso acabou por significar para o país e para o mundo, e que se tenha focado na pessoa e na personalidade da Jackie, uma mulher que acabou por viver um glamour própria da época de uma primeira dama e que viu a sua vida abalada de uma forma abrupta, mas que acabou por lidar muito bem com a situação. Apesar de não ter adorado o argumento, gostei da forma como ele acabou por ser montado e dirigido, com recurso a imagens reais da época e que colocadas na edição certa deu um outro ar ao filme e até alguma realidade ao mesmo. Mas acima de tudo aquilo que mais gostei neste filme foi a interpretação da Natalie Portman, interpretação essa que lhe valeu este ano a nomeação ao Oscar de Melhor Actriz. É uma interpretação muito cuidada, muito precisa e que me fez quase sempre parecer estar na presença de uma mulher da época. É um filme que recomendo a quem queira saber um pouco mais sobre esta personalidade, mas confesso que estava à espera de algo mais impactante.


Começamos este filme com a cena de Michelle a ser violada na cozinha da sua casa por um homem mascarado que ela não sabe quem é. Ela apesar de tudo decide não denunciar o caso à polícia e tentar lidar com a situação. Só que as coisas não se ficam por aí e, toda a vida da dona de uma empresa de videojogos começa a ser um constante alerta. Michele é uma mulher forte, ou pelo menos aparenta o ser, devido ao seu passado. Já passou por uns quantos abalos na vida e tenta assim ir vivendo uma vida normal. Este é daqueles filmes onde acontece imensa coisa, mas ao mesmo tempo parace que quase nada acontece, porque apesar de existir aquele mistério, o filme é sobre o dia-a-dia de uma mulher amargurada pelo seu passado, que tenta viver uma rotina, com os seus pequenos segredos como qualquer ser humano, com as suas relações familiares e de amizade, mais ou menos sólidas, mas que são as dela. Confesso que não sabia muito do filme e por isso não sabia bem o que ia encontrar. Logo que o filme começou pensei que o mesmo iria ser cheio de mistérios, pensei que o gato teria um papel fundamental, que iria existir mais qualquer coisa, mas acabou por ser bastante simples, com algumas pinceladas de algo mais negro, mas nada de mais.  No fim é como digo, um filme simples sobre as relações humanas e o nosso dia a dia, e aquilo que fazemos para enfrentá-lo, e que pelo meio poderá ter algum mistério.

4 comentários

  1. Eu comecei a ver os filmes nomeados para os Oscares, então ainda estou à espera de ter o Jackie disponível para eu ver. Já viste outros?

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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    1. Espero que gostes do Jackie..
      Sim ando a ver a maioria dos nomeados e ando a postar as opiniões deles por aqui.
      Beijinhos*

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  2. Tenho muita curiosidade para ver Jackie e Elle. Entre estas três actrizes qual preferiste em termos de desempenho? :)

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    1. Espero que gostes deles..
      Acho que a Natalie Portman esteve muito bem, e das três talvez seja a minha favorita.

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