PIPOCAS, ÓSCARES, ACÇÃO | HANNAH AND HER SISTERS

Mais um filme para a rubrica “Pipocas, Oscars, Acção”. E desta vez o filme escolhido surgiu do sorteio do ano 1987. Nesse ano estavam a concurso os filmes Platoon, Children of a Lesser God, A room with a view, Hannah and her sisters e The Mission. Sendo o grande vencedor da noite o filme Platoon. O escolhido para vermos este mês acabou por ser o Hanna and Her Sisters. Confesso que este foi o meu primeiro filme do Woody Allen, mas com certeza não vai ser o último.

“A amizade e o relacionamento de três irmãs que vivem em Nova York. No dia de Ação de Graças os seus conflitos amorosos e existenciais são evidenciados no meio de um grupo de amigos e parentes não muito homogêneo. Lee (Barbara Hershey) é uma velha pintora casada com Frederick (Max von Sydow), Holly (Dianne Wiest) sonha em ser uma escritora e Hannah (Mia Farrow) é uma famosa atriz, perfeita em tudo na vida.
Este filme centra-se na vida de três irmãs, Hannah a perfeita das três e aquela que tenta ser a harmonia entre todos, Holly a eterna sonhadora que acha que um dia será actriz e Lee a mais nova. Mas o filme não se centra só nestas três personagens principais. Ele vai rodando entre elas as três mas também na sua família, nos seus maridos e namorados, nos seu pais e nos terceiros que por lá vão aparecendo. E o filme aborda temas como, o amor, o casamento, os sonhos, a traição. Cada irmã irá protagonizar uma parte do filme e a irá conduzir da sua maneira. O filme inicia-se e termina num jantar de acção de graças e por isso o filme tem a duração de um ano e o filme é todo ele narrado de uma forma bem diferente do que estamos habituados, mas bem à forma de Woody Allen. O filme é narrado por capítulos, como se de um livro se tratasse, e em cada uma dessas partes o filme vai ser narrado pelo ponto de vista de uma personagem diferente.

É um filme simples, que aborda temas simples, mas vividos e explicados ao público de uma forma intensa também. Intenso, mas de alguma forma divertido. Porque cada personagem vive o seu dilema de uma forma muito peculiar e para isso muito contribui os diálogos internos que cada um vai ter e que nos dão uma visão muito peculiar e particular de cada situação.

Gostei neste filme dos temas abordados, do facto de eles nos parecerem tão naturais e possíveis de ser vividos por nós. Gostei da forma como o filme está feito e da cumplicidade que as personagens vão mostrando ter. Os diálogos não são forçados e demonstram uma descontracção entre os actores, que o filme se torna mais familiar. Gostei do tom do filme, não muito dramático, levando a que os dramas vividos pelos personagens fossem abordados de uma forma pesada, mas ao mesmo tempo divertida e leve de se acompanhar, não deixando de colocar a importância devida ao problema.

No filme apenas consegui gostar de duas personagens, o ex-marido da Hannah interpretado pelo Woody Allen, por ser a personagem mais divertida do filme, por ter os melhores diálogos internos e por dar uma leveza extra ao filme. Gostei também da irmã do meio a Holly, por nunca desistir dos seus sonhos, apesar de nunca os ter conseguido ao máximo viver. Do resto do elenco confesso que não me consegui apegar e relacionar ao máximo com as personalidades e os dilemas por eles vividos. Mas gostei do facto de o filme girar em torno de uma família e em torno das três irmãs em especial e de cada uma ter os seus dilemas, mas ao mesmo tempo viveram os dramas em família. É essencialmente um filme que apela a família e aquilo que ela no fundo significa, porque os dilemas que cada um vive individualmente acabam por ser dilemas relacionados com a família. E o início e o culminar nos dois jantares de acção de graças são a prova disso mesmo. O primeiro é completamente diferente do segundo e a prova de que um ano na vidas pessoas pode fazer a total diferença. 




Não posso dizer que foi um dos filmes favoritos que vi até agora, mas posso dizer que fiquei fã do estilo do Woddy Allan e que com certeza vou ver mais filmes feitos por ele. É um filme que recomendo por todo ele em conjunto e por ser com certeza um dos filmes mais diferentes que vi do género. 


A opinião da Catarina pode ser vista aqui.

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