CINEMA | THE BIG SHORT, WHEN MARNIE WAS THERE, STEVE JOBS

Após uma semana a trazer-vos algumas opiniões dos filmes nomeados aos Oscars hoje trago-vos duas publicações com uma compilação dos filmes que não me marcaram assim por aí além e que a meu ver não mereciam uma opinião mais extensiva. Por isso vamos lá saber aquilo que achei destes três filmes.

Este filme conta a história de um grupo de pessoas que trabalham em empresas ligadas ao universo financeiro que aproveitando uma falha no sistema imobiliário decidem investir num fundo que aposta na queda desse mesmo sistema, acabando assim por facturar à custa da desgraça de quem confiou nos bancos norte americanos. Confesso que ao início não estava a gostar muito do filme porque ele é feito como se de um documentário de tratasse incluindo até umas partes cómicas e um pouco estúpidas. Mas à medida que fui vendo o filme acabei por me acostumar e até por gostar, porque ele na realidade e apesar de tudo é um filme muito importante. Aborda não só um tema sensível para os americanos como para todo o mundo. Com este filme ficamos a perceber como o sistema trabalha, toda a ganância dos bancos e de todos aqueles que trabalham com dinheiro. Até aqueles que apostaram na queda do sistema acabam por se sentir mal porque no fim nem mesmo eles acabaram por ganhar. Com um elenco muito interessante todas as interpretações estiveram excelentes.



Anne é uma rapariga que após descobrir um segredo dos pais acaba por se tornar uma rapariga fechada e pacata e a mãe na tentativa de a afastar de tudo para carregar energias envia-a para uma pacata cidade morar com os tios. Nessa cidade ela acaba por conhecer uma mansão enigmática onde "mora" a Marnie. Entre as duas vai nascer uma bonita amizade e juntas vão ultrapassar alguns fantasmas do passado. Esta foi a minha primeira experiência com filmes japoneses e com o estúdio Ghibli e confesso-vos que apesar de ao início ter sido uma experiência estranha eu acabei por gostar muito. Como não percebo nada de japonês e, apesar de ter legendas, tive que estar muito mais atenta às imagens para perceber bem o rumo das coisas. Deste filme gostei muito da animação e da imagem, muito bonitas prendendo-nos sempre ao ecrã. Gostei da mensagem por detrás da história e gostei de todo o percurso que a Anne teve que fazer até ela própria perceber o que ela estava a fazer de errado. Apesar de ter achado a história um tanto confusa ao início, o desenrolar da mesma acaba por nos clarificar muito bem. É definitivamente um estúdio que eu quero apostar porque gostei muito.



Este é o filme baseado numa das biografias feitas sobre o Steve Jobs que a família não aprova. E neste filme acompanhamos o Steve em três grandes momentos, os três momentos que antecederam três apresentações de três produtos seus. O foco deste filme é mostrar um pouco mais do lado pessoal do Steve, na sua relação com a filha bastante conturbada, a relação com a sua assistente e com a sua equipa técnica e até a relação com algumas coisas suas do passado que ainda não estavam bem resolvidas. É um filme que brinca muito com a questão das apresentações e que nos mostra alguns dos segredos da tão famosa Apple. Gostei da interpretação dos actores, Michael Fassbender esteve perfeito, mostrando-nos um Jobs duro, frio e com um foco enorme em alcançar os seus objectivos. Por outro lado não fiquei a adorar a assistente interpretada pela Kate Winslet, porque acaba por nos passar a imagem não de uma assistente e amiga, mas mais de uma empregada que apenas estava ali para satisfazer os pedidos do Jobs. Não foi um filme que me marcasse mas gostei de ficar a saber um pouco mais do homem por detrás da Apple.



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