CINEMA | THE KITE RUNNER

Este ano li o livro "The Kite Runner" e fiquei tão vidrada na história que depois li também a graphic novel e por fim vi o filme baseado no livro. Posso dizer que dos três o que mais gostei foi sem sombra de dúvidas o livro por ser o mais completo, mas o filme e a graphic novel não lhe ficam atrás por lhe darem forma e imagem. E esta é com certeza uma história que eu tão cedo não vou esquecer.

Dois rapazes lançam papagaios. Estamos na cidade de Cabul em 1978. Amir junta-se aos inúmeros rapazes que enchem o céu de papagaios que por vezes dançam sobre os telhados na sua luta de tentarem cortar as linhas uns dos outros. O amigo de Amir é Hassan, o filho de Ali, um criado de longa data da família, que está com eles há anos e que é como se fizesse parte da família. Hassan é o melhor corredor de papagaios da vizinhança, anunciando correctamente quando é que um papagaio cai por terra, e indo esperá-lo ao local exacto para o agarrar. Há um rufia na vizinhança, chamado Assef, que tem ciúmes de Amir e do seu papagaio, dos seus dotes, e do seu corredor de papagaios. Num dia que irá transformar a vida de muitos, ele e o seu bando, perseguem Hassan, atacam-no e violam-no. Amir chega a tempo de ver a agressão, mas para sua vergonha, foge...

Como o filme não foge da história original do livro e como já falei dela não me vou alongar muito e por isso se tiverem curiosidade quanto à história do filme espreitem o post que fiz sobre o livro aqui.

O filme tal como o livro é um filme duro, que retrata uma história difícil de digerir mas com contornos bastante actuais. O que nos coloca a pensar que ainda há muita coisa a mudar na nossa sociedade. O filme acaba por ser o retrato e a imagem de tudo aquilo que tínhamos lido no livro, apesar de menos completo. O filme é mais rápido e acaba por cortar partes importantes. No entanto a linha principal permanece e o espectador não é defraudado quanto à história principal. 

Existiram duas coisas que eu gostei muito neste filme, a primeira delas sem sombra de dúvidas o casting. A meu ver o mesmo foi muito bem escolhido, quer quando o elenco é mais novo, quer quando eles crescem. E depois gostei também do facto de a língua falada no filme não ser só o inglês. São utilizadas as línguas de origem de cada personagem e isso deu credibilidade ao filme.

No geral gostei muito do filme. Acho que o livro, a graphic novel e o filme se complementam muito bem e fazem com que o leitor e o espectador mergulhem com maior profundidade na história. É uma história que eu recomendo muito.



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