CINEMA | BLUE IS THE WARMEST COLOR

Há algum tempo atrás li a graphic novel que deu origem a este filme. A curiosidade em a ler prendia-se com o facto de eu ainda não ter lido muitas graphic novels e porque toda ela desde a sua arte até à sua história me despertava curiosidade. Gostei muito da graphic novel e na altura partilhei também aqui no blog a minha opinião sobre ela. E depois claro, quando soube que havia também uma adaptação cinematográfica fiquei com muita curiosidade e tive que a assistir.

Adèle é uma rapariga de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma, a sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém os seus desejos, ela entrega-se por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com a sua família e com a moral.
Quem vê o filme e lê a graphic novel vai perceber que em comum têm apenas e só a história base, porque o filme acaba em determinado momento por seguir um rumo  um pouco diferente da do livro. Muito também porque este filme seria a primeira parte desta história, que acabou por não ter continuação alegadamente devido a disturbios durante a rodage do filme. E por isso, para mim, apesar de ambos se complementarem acabam por ser melhor compreendidos quando vistos e apreciados separadamente.

Não me querendo alargar sobre os pormenores da história que já falei no meu post sobre a graphic novel que podem ler aqui, acabarei por me focar nos aspectos mais técnicos. E por isso antes de mais tenho que afirmar que tirando o aspecto da história e de algumas partes o filme é um filme muito bom. À semelhança de muitos outros filmes de cinema europeu o filme é pautado por muitos silêncios, close-ups por parte das câmaras, passagens de tempo muito subtis, momentos de muita intensidade dramática. E isso confere ao filme simplicidade e beleza. Mas no entanto existiram duas coisas das quais eu não consegui gostar mesmo. A primeira foram as cenas exageradas de sexo explicito. Não que as mesmas não devessem estar presentes no filme, porque elas já faziam parte da graphic novel, mas a meu ver acabaram por ficar um bocadinho exageradas e repetitivas a ponto de conferirem um outro tom ao filme a meu ver desnecessário. E depois claro não gostei muito da mudança que existiu na história. Compreendo que a mesma tenha existido devido à decisão de dividir o filme em duas partes e separando livro e filme as mudanças fazem muito sentido, mas sendo este filme uma adaptação acho que poderiam ter sido um pouco mais fiéis.

É um filme que no geral recomendo não só pela sua beleza mas e acima de tudo pelos valores e abertura de mentes que nos passa. Mas recomendo antes de tudo a que leiam a graphic novel que lhe deu origem.



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