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CINEMA | WILD

Wild é daqueles filmes que nos dá uma lição de vida. Coloca-nos a pensar nas coisas. Gosto deste tipo de filmes. Daqueles que nos ajudam a ser melhores e a olhar para a vida com outros olhos.

Depois de perder a mãe, começar a usar heroína e divorciar-se, Cheryl Strayed decide embarcar numa caminhada com mais de 1000 Km, numa verdadeira busca interior. Uma poderosa jornada recheada de desafios e momentos únicos, que transforma e faz nascer uma nova pessoa.
Gosto destes filmes. Os que nos mostram que às vezes é preciso parar, abraçar novos caminhos, avaliar aquilo que vínhamos a fazer, reorganizar ideias, fazer o luto de outras e avançar em frente. Cheryl fez isso mesmo de um forma bem literal. Após a morte da mãe ela começou a usar drogas e a fazer sexo com todos os homens numa tentativa de esquecer aquilo que estava a viver e de tentar sentir algo para além da dor. Mas um dia ela bate no fundo e decide fazer a caminhada da vida dela. Literalmente, de mochila às costas ela vai fazer um dos maiores trilhos da América do Norte, enfrentando todo o tipo de adversidades, desde o tempo, a roupa, a falta de treino e ela própria. Não será uma caminhada fácil e ela bem o sabe, mas servirá também para enterrar fantasmas do passado e tentar seguir em frente.

Foi um filme que me tocou muito desde a história em si, da personagem principal que vê a mãe partir de um momento para o outro, até à caminhada que podemos ver através do filme que não foi nada fácil. Pior ainda é imaginar que esta história é baseada numa história verídica. A Cheryl existe e partilhou a sua história de perda e superação num livro bastante aclamado que acabou transformado em filme. Filme que ficou espetacular. Reese Witherspoon transmite-nos de uma forma bastante real tudo aquilo que a protagonista vai sentindo ao longo da caminhada e são momentos tão intensos que o espectador quase se sente na trilha com ela. O filme começa até com uma cena bastante impressionante onde a Cheryl precisa de arrancar uma unha e, confesso-vos, foi uma das cenas que mais me custou ver.

(a verdadeira Cheryl)

Este é um filme mesmo de introspecção e apesar de baseado numa história verídica não é um filme de auto ajuda. A história é real e não foi escrita com dicas para ajudar quem está no fundo do poço. Foi escrita para contar a forma que a Cheryl encontrou para resolver os seus problemas.

Este é acima de tudo um filme que nos faz pensar, não de uma forma triste, mas de uma forma introspectiva, capaz de nos fazer olhar para nós mesmos e avaliar se temos algo a mudar.

No fim da trilha que caminhos vamos levar?


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3 comentários

  1. Oi, Chris!
    Assisti esse filme logo depois de ler o livro, que também é espetacular. Me envolvi bastante com a história dela, achei fascinante como a trajetória para sair do fundo do poço pode ser difícil. Achei uma adaptação cinematográfica acima da média, é bem fiel ao livro, embora obviamente com menos conteúdo.
    Também adorei The Grand Hotel Budapest, não esperava todas aquelas cenas de aventura e me vi apaixonada pelo filme. Que fotografia espetacular, Oscar super merecido!
    Bjos,

    Mari
    Mari The Reader

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    Respostas
    1. Este filme é mesmo muito bom.. fiquei curiosa para ler o livro.. :D
      Também adorei o The Grand Budapest Hotel.. ficou um favorito!
      Beijinhos*

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    2. Este filme é mesmo muito bom.. fiquei curiosa para ler o livro.. :D
      Também adorei o The Grand Budapest Hotel.. ficou um favorito!
      Beijinhos*

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