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CINEMA | THE JUDGE

Tendo eu a minha formação com base no Direito gosto muito de ver séries e filmes onde esse tema é um dos focos principais. Quando descobri este filme a princípio não fiquei muito interessada no mesmo nem sei muito bem porquê. Mas depois quando vi o trailer até que a curiosidade começava a despertar porque abordava um tema muito interessante, quando quem pratica a justiça vê cair sobre ela  própria a justiça. Parti para ele com poucas expectativas e no fim acabou por ser uma agradável surpresa.


Hank Palmer é um advogado de sucesso da grande cidade que retorna à sua casa de infância, onde o seu pai, um juiz de referência, é suspeito de assassinato. Durante este processo de procura da verdade, Hank reencontra também o elo de ligação perdido há muito com a família.

Achamos sempre que quem pratica a justiça ou trabalha com ela não pratica crimes ou não se corrompe a ponto de ver a justiça invertida e ser ele a estar no banco dos réus. Neste filme o pai de Hank é o juiz de uma pequena cidade Americana. Lá ele é o Juiz, aquele que impõe a justiça e que defende a cidade. É um homem muito respeitado até ao dia em que uma mulher é atropelada e morre e o principal suspeito é o Juiz da cidade. Aí ele começa a ser questionado por todos e a sua credibilidade é colocada em causa. Para o ajudar a resolver o caso o seu filho Hank um temível advogado conhecido por nunca perder um caso, regressa à sua cidade natal para poder apoiar o pai e os seus dois irmãos. É quando ele chega à sua terra natal que é confrontado com todo um passado que ainda não foi esquecido e que pode mudar o seu futuro.

Não me vou alongar muito sobre este filme porque o mesmo apesar de ser complexo acaba por ter uma história simples e com a qual nós estamos familiarizados. Mas existiram algumas coisas que me fizeram gostar muito deste filme. Primeiro as interpretações dos actores que se confrontam numa luta de gerações entre o advogado que luta pela justiça num mundo cosmopolita e um juiz que pratica a justiça numa cidade ainda presa às suas tradições. Para além desse confronto de gerações temos também os conflitos pessoais das decisões que tomamos e que nos parecem tão reais que quase nos conseguimos rever neles. Decisões essas que mudam completamente o rumo da nossa vida e que irremediavelmente nos condicionam nas relações humanas.

Gostei muito da vibe do filme, com uma banda sonora fantástica que aliado a uma boa fotografia o torna um óptimo filme de domingo à tarde. É por isso um filme que recomendo muito e que me surpreendeu imenso.

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2 comentários

  1. Ouvi falar bem do filme durante a época dos Óscares. Inicialmente a temática não me atraiu muito, mas depois da tua review fiquei interessado :)

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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