CINEMA | INTERSTELLAR

Tudo o que seja relacionado com o espaço são coisas que me fascinam e atraem. Sempre fui muito curiosa com esse mundo tão desconhecido que é aquilo que habita o universo. Que vidas haverá lá. Que outras galáxias mais existem. Simplesmente o desconhecido que o universo ainda é, é aquilo que me fascina. Por isso não podia perder a visualização deste filme e apesar de ser um filme um pouco estranho e de difícil compreensão, no fim acaba por ser algo de diferente mas muito bom.

Com o nosso tempo no planeta Terra a aproximar-se do fim, uma equipa de exploradores é enviada na missão mais importante da humanidade: viajar para além da nossa galáxia para descobrir se a humanidade tem futuro entre as estrelas.
Neste filme estamos num futuro longínquo onde a terra já não é o que era. Uma praga assolou o planeta, e nenhuma plantação consegue resistir. Existe ainda uma constante poeira que não deixa nada nem ninguém viver uma vida normal. Pensemos por exemplo que nem um copo podemos deixar  virado para cima porque se não ele fica logo cheio de pó. A vida na Terra está a esgotar o seu tempo e é preciso encontrar uma solução rapidamente. Cooper um ex-engenheiro da NASA dedicou-se à fazenda da família após a morte da mulher para prover ao sustento dos dois filhos. Mas um dia Cooper descobre com a filha muito misteriosamente umas coordenadas que o vão levar a uma unidade da NASA. Para grande espanto dele, porque ele achava que a mesma já não existia, e acaba por descobrir também nesse dia que a NASA está a planear uma espécie de plano de fuga do planeta Terra. Para isso ele terá que os ajudar fazendo a viagem da sua vida. Este filme não é de todo o típico filme do universo, dos planetas e das estrelas, nem de uma típica viagem ao espaço. Este filme vai mais além do que isso. O filme acaba por se centrar no amor entre pai e filha e gira em torno daquilo que a mudança de tempo pode fazer na vida das pessoas. Tal como nos diz a Lei de Murphy, tudo o  que tiver que acontecer, irá acontecer.

Para vos ser sincera não sei muito bem como vos falar deste filme, ele é tanto e tão pouco ao mesmo tempo. Aborda tantos temas tão complicados que aquilo que mais me prendeu no filme foram as pequenas coisas e o lado mais sentimental dele. O filme tem uma carga científica muito grande, abordando muitos temas e conceitos muito complicados de entender e eu como não entendida na área também não os entendi na perfeição. No entanto e apesar de não perceber esses conceitos gostei muito da parte técnica do filme, do facto de a temática da busca de planetas habitáveis noutras galáxias fosse trazido para este filme e esta foi sem dúvida uma das minhas partes favoritas do filme, esta extraordinária e perigosa viagem.

Mas aquilo que mais gostei  foi de toda a parte sentimental do filme. A relação pai e filha é uma das coisas que move o filme e aquilo que mais impacto causa em muitas das coisas que vão acontecendo ao longo do filme, sendo depois o mote principal para o desfecho do mesmo. Mas o filme também se centra muito na personagem principal o Cooper (Matthew McConaghey) que é uma personagem com muitos conflitos internos. A vontade dele de encontrar uma solução para o planeta terra e a ambição de poder proporcionar um futuro melhor para os seus filhos leva-o a aceitar a expedição da NASA, mesmo que para isso tenha que sacrificar o seu papel de pai deixando de poder acompanhar o crescimento dos filhos. É uma personagem muito forte que não se vai deixar abalar pelos percalços do caminho, e vão acontecer muitos, conseguindo chegar ao fim da viagem e ao perdão da família.

É um filme muito complexo. Sei que esta minha opinião não é de todo a melhor opinião que podem encontrar sobre este filme, mas o mesmo é tão denso e complicado de se falar que acredito que por mais que falasse dele não conseguiria expressar o que senti ao ver o filme. Saliento que dentro do género é um filme muito bom.


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