BOOK | THIRTEEN REASONS WHY

Se havia livro com o qual eu estava curiosa era definitivamente este. Acho que partilhei isso com meio mundo. Adoro a capa. A premissa da história chamava-me muito à atenção. E eu andava desejosa de lhe colocar a vista em cima. Este ano decidi que quero ler tudo aquilo que já quero ler há algum tempo sem me preocupar se é muito recente ou não. Nessa onda este livro foi assim a minha segunda leitura do ano e, apesar de eu ter querido gostar muito do livro o mesmo não aconteceu e foi a minha primeira desilusão do ano.

O livro conta-nos a história da Hannah Baker. Ela tinha 16 anos quando decidiu cometer suicídio. Toda a gente ficou chocada com a atitude dela, até porque pouca gente a conhecia e ninguém percebeu as motivações que a levaram a cometer tal acto. Só que a Hannah pensou em todos os pormenores e antes de cometer o suicídio ela gravou 13 cassetes com as 13 razões que a levaram a cometer tal acto e enviou-as para as 13 pessoas que de algum modo contribuíram para a decisão dela. É através do Clay, um rapaz que recebe as cassetes, que vamos perceber a dimensão por detrás da atitude da Hannah.

Toda a premissa deste livro intrigava-me e fazia-me ter vontade de o ler, porque eu gosto muito de livros com estes temas. E para além de termos um tema pesado temos também um livro diferente, porque neste livro a pessoa que cometeu o suicídio gravou em cassetes as razões que a levaram a cometer tal acto e partilhou-as com as pessoas que directamente estiveram envolvidas com a prática do suicídio. Normalmente quando uma pessoa comete tal acto não partilha as razões com ninguém e toda a sua morte acaba por ficar envolta em algum mistério, porque por mais que tenhamos especulações nunca iremos perceber realmente o que motivou a pessoa a por termo à própria vida. E neste livro não. A Hannah quando tomou a iniciativa definitiva decidiu numa espécie de "vingança", gravar as razões e enviá-las a quem contribuiu para que ela se sentisse cada vez pior a ponto de cometer um acto tão brutal.

O livro não se centra no próprio suicídio, na forma como o mesmo aconteceu, nem mesmo na forma como afectou directamente a família, amigos mais próximos ou a comunidade escolar, mas sim nas razões e acontecimentos que a levaram a tal ponto e na forma como as cassetes e a confrontação da prática de tais actos tem nas treze pessoas que ao longo do livro vão sendo mencionadas nas cassetes. Isto porque uma coisa é acharmos que a nossa acção num determinado dia pode ter tido uma influência negativa na vida de outra pessoa, outra é sermos confrontados com a realidade de que efectivamente tivemos influência na decadência de uma pessoa a tal ponto de cometer suicídio.

Mas e apesar deste livro se centrar numa parte da história que normalmente ninguém sabe o mesmo não me conquistou porque as razões apresentadas não me conseguiram convencer. Para mim foram um pouco superficiais demais. E sim, podem dizer que nem sempre são as grandes causas que levam à tomada destas decisões, que as pequenas coisas do dia-a-dia acumuladas podem desencadear reacções como esta mas eu não me consegui sentir ligada nem com as razões da Hannah nem com os acontecimentos que a levaram a tal ponto.

No fim disto tudo também existiram coisas que eu gostei no livro. Por um lado gostei muito do facto de irmos ouvindo as cassetes através do Clay. Ele recebe-as e ouve-as no mesmo dia e é como que uma viagem ao pensamento da Hannah, tal como a tudo aquilo que as cassetes provocam e provocaram a quem as ouviu. Saber que tivemos uma implicação directa no suicidio de alguém não deve ser nada fácil.

Este era um livro que tinha tudo para dar certo, mas que acabou por não me tocar tanto como gostaria.

Podem ver o vídeo que fiz onde exploro um pouco mais a minha opinião sobre o livro.


Nome: “Thirteen Reasons Why” Autor: Jay Asher ISBN: 9781595141712
Páginas: 288 Páginas Editora: RAZORBILL
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