CINEMA | STUCK IN LOVE


Encontrei este filme um pouco por acaso e, fui vê-lo só tendo visto o trailer. Sei agora que o mesmo é o primeiro filme realizado por Josh Boone o realizador do filme A Culpa é das Estrelas e, devo dizer que já estou fã do trabalho deste senhor.

Este é um filme que fala essencialmente de amor. O primeiro amor, o amor verdadeiro, o amor que acabou, o amor que renasce. O pai William Borgens (Greg Kinnear), um escritor famoso, vê-se após o divórcio num momento de bloqueio de escrita por ainda estar muito agarrado ao amor da sua ex-mulher, chegando ao ponto de apenas viver para isso. A mãe Erica (Jennifer Connelly), abandonou a família por um homem mais novo e, por isso, tem de enfrentar a rejeição da sua filha. De todas as histórias apresentadas neste filme a deste casal foi aquela que menos me chamou à atenção e, para mim a que menos explorada foi. O William andava sempre atrás dela, andava sempre à espera que ela voltasse para casa, mas no fundo nunca fez nada para que isso mudasse. Foi talvez por isso a história que para mim teve menos impacto.

No entanto, William também tem um lado mais divertido e isso deve-se à sua relação sexual com Tricia (Kristen Bell). Ela é uma mulher casada que mantém com William uma relação estritamente sexual. Nu fundo eles estão ali apenas para satisfazer um desejo de cada um, o sexo. No entanto entre eles vai-se criar uma relação de amizade que os irá ajudar muito.
Rusty (Nat Wolff) é o filho mais novo. Ele é um miúdo aparentemente calmo, gosta de escrever e de Stephen King e é apaixonado pela Kate (Liana Liberato). No entanto ele tem também um lado mais rebelde e que passa pelas drogas e por todas as experiências que ele irá viver com a Kate. A história deste personagem é muito engraçada. Passa pelo seu lado mais calmo e amigo dos pais e da irmã, mas também pelo seu lado mais rebelde com as drogas, mas também de todas as novas experiências coma a sua primeira vez.

Mas para mim a melhor história de amor é a destes senhores aí! Samantha (Lily Collins) é uma jovem escritora que ao ver o relacionamento dos pais não dar certo acaba por deixar de acreditar no amor. Assim, ela começa a se envolver com os rapazes apenas com um objectivo, o sexo. No caminho ela vai conhecer Louis (Logan Lerman) um rapaz que a conhece da universidade e que tem uma queda por ela. Ele vai começar a insistir com ela para eles saírem e ela sempre a dar para traz até ao dia em que ela descobre que a mãe dele está a morrer e assim eles começam a sair a se conhecer e aos poucos ela vai percebendo que o amor não tem de ser propriamente uma coisa má.



Este filme é muito bom. Para além do tema principal que é o amor ele aborda muitos outros temas, como as drogas, a primeira vez, a superação, a morte. Tantos temas que este realizador e estes actores conseguiram interpretar tão bem. É um filme bastante cru. Não pensem que vão encontrar uma comédia romântica cheia de finais felizes, porque muitas das vezes até se atingir o grande final feliz existem muitos meios finais muito tristes. E foi isso que eu mais gostei de ver retratado no filme, que apesar de o final até ser bom, as personagens tiveram que passar por muitas provações para lá chegar.

Outro dos factores que me fez gostar ainda mais deste filme foi o factor literatura e escrita espalhado por todo o livro. São várias as referências à escrita, à forma de escrita, a diversos autores e a livros que para uma amante da leitura só aprimorou o filme.

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