FARO

27/10/2020

No feriado de Outubro rumei pela primeira vez ao Algarve, mais precisamente Faro. Ainda não conhecia a zona mais a sul do nosso país e fiquei agradavelmente surpreendida pela sua beleza. Faro em si não é uma cidade muito grande apesar de toda a sua história, e aquilo que mais gostei dela foi sem sombra de dúvidas o facto de estar ladeada pela Ria Formosa. A cidade de Faro talvez seja pequena demais para 3 dias, e por isso aconselho-vos a fazerem um roteiro que inclua uma cidade vizinha. Porque eu fiquei agora com imensa curiosidade em conhecer mais lugares do tão famoso Algarve. Em Faro tive a oportunidade de visitar a Ria Formosa, a Ilha Deserta e a Ilha da Culatra. Visitei ainda uma capela dos ossos que apesar de pequena é uma experiência fantástica. Deixo-vos com algumas fotos do meus fim-de-semana.
 










E vocês? Já conhecem Faro?

WHAT'S NEW | SETEMBRO 2020

05/10/2020

Já não fazia um post destes por aqui há algum tempo e ele apesar de dizer que é de Setembro só está a aparecer por aqui em Outubro. Mas tudo bem. Nas minhas pesquisas pelos trailers mais recentes estes foram os filmes que mais me chamaram à atenção, por isso hoje compartilho com vocês os mesmos.

"Respect"

Este é o filme que vai contar a história de Aretha Franklin, uma cantora de R&B, desde os seus tempos de criança em que cantava no coro da igreja até à sua ascensão internacional. Pareceu-me um filme poderoso principalmente pela sua parte musical, mas também pela história da cantora. É protagonizado por Jennifer Hudson que não é das minhas actrizes favoritas, mas que confesso ficou muito bem neste papel. Tem data de estreia em Portugal para 21 de Janeiro de 2021.

"The Broken Hearts Gallery"

Quando vi este trailer não sabia o que era. Mas rapidamente me apercebi que o mesmo é um filme contemporâneo que aborda o tema do amor. Daqueles filmes bem leves e românticos que sabe mesmo bem ver de vez em quando. Estou curiosa para ver o actor Drace Montgomery que conheci em "Strangers Things" e que sempre me deixou curiosa para o ver noutro tipo de papéis. É um filme que vou querer ver com certeza. Tem data de estreia em Portugal para 24 de Setembro. 

"The Father"

Este trailer mal me mostrou Anthony Hopkins como protagonista deixou-me logo muito curiosa. Depois mostrou-me uma história muito misteriosa de uma relação pai e filha com alguns desentendimentos. Mostra-nos o avançar da idade e de como a mesma nos pode fazer duvidar de tudo e de todos mesmo de nós próprios e da nossa mente. Fiquei muito curiosa. Ainda não possui data de estreia para Portugal.

"Supernova"

Quando cliquei neste trailer não sabia o que iria encontrar. E foi uma agradável surpresa ver a história que ele me apresentou. Dois homens casados há 20 anos partem numa viagem de auto-caravana visitando amigos e família e aproveitando o tempo que têm após o diagnóstico de um deles com demência. Gostei acima de tudo de ver dois actores consagrados a interpretar um papel que me pareceu tão forte e intimista. Fiquei mesmo muito curiosa para o ver. Ainda não tem data de estreia em Portugal.

"Words on Bathroom Walls"

Quando pesquiso para estes posts vou sempre pesquisar também as novidades dos filmes indie. E lá encontrei este filme que me cativou desde logo. É um YA que aborda o tema da esquizofrenia na adolescência. Gostei do tema e da forma como ele nos é apresentado. Apercebi-me também que ele é baseado num livro com o mesmo nome da autora Julian Walton que eu vou querer muito ler antes de ver o filme. Também ainda não tem data de estreia nos cinemas portugueses.

"All in: The Fight for Democracy"

Deparei-me também com este documentário que me despertou muita curiosidade. Fala da importância da democracia e do nosso direito e dever fundamental nela, o voto. Podemos não contribuir com mais nada para a o desenvolvimento da sociedade mas se expressarmos a nossa vontade no boletim de voto já estamos a contribuir muito para a manutenção da democracia que tanto queremos. Neste documentário eles vão analisar o problema dos votos nos Estados Unidos da América com a ajuda da Stacey Abrams uma advogada e política que luta pelo direito ao voto. Um documentário que me parece muito pertinente nesta altura de eleições nos Estados Unidos e que está disponível na Amazon Prime Video. 

Curiosos com algum destes filmes?

CHECKLIST | FILMES SUL COREANOS QUE QUERO VER

02/10/2020

Hoje começo aqui no blog uma nova rubrica que quero muito manter por algum tempo. É um projecto simples mas que mostra ao mundo o meu amor por listas. Neste espaço vou sempre falar de 6 filmes, livros, séries, locais, experiências que quero, ver, ler, visitar, fazer. Coisas que eu de algum modo também já vou colocando nos meus cadernos mas que também quero partilhar com vocês. Os posts serão muito simples, porque eu quero mesmo que eles seja uma checklist.

Para começar escolho seis filmes sul coreanos que quero muito ver, porque sou uma apaixonada pela cultura oriental e porque o cinema deles é um cinema que quero muito explorar.

"Mija (Yun Jeong-hie) vive com o seu neto numa cidade perto do rio Han. Ela adora vestir-se de forma excêntrica, é questionadora e inquieta. O seu novo desejo é aprender a fazer poesia, o que a leva a um curso especializado num centro cultural perto de sua casa. O curso faz com que apure a sua observação do quotidiano, onde consegue inspiração para  os seus versos. Paralelamente, ela precisa lidar com uma confusão causada pelo seu neto.

"Uma mulher viúva cuida sozinha do seu filho único, Do-joon. Este homem de 28 anos, ingénuo e infantil, costuma comportar-se de maneira inconsequente, dependendo com frequência da atenção materna. Um dia, ele é acusado do assassinato de uma adolescente, mas não parece sequer compreender a acusação que enfrenta. Diante da incompetência do advogado encarregado de defendê-lo, a mãe parte em busca do verdadeiro assassino, para provar a inocência do seu filho." 


"Década de 1920. Um grupo de agentes secretos pertencentes à resistência coreana embarca numa missão sigilosa para tentar contrabandear explosivos com o objectivo de destruir parte do exército japonês. Um talentoso policia japonês que nasceu na Coreia está num dilema entre as obrigações da sua realidade e o desejo de ajudar uma causa maior."


"Younghee (Kim Min-hee) é uma actriz famosa que tem a sua vida pessoal exposta após um caso com um homem casado. Ela acaba por decidir deixar a sua cidade e passar um tempo em Hamburgo, na Alemanha, e dar uma pausa na carreira. E, ao voltar à Coreia, Younghee reencontra os velhos amigos e começa a reflectir sobre o seu futuro. Em noites regadas a álcool, ela liberta-se e diz o que realmente sente, gerando conflitos bem complexos com eles."


"Sumin é um órfão que tenta equilibrar o trabalho numa fábrica com o estudo numa faculdade de arte e um emprego nocturno.  Um dia ele perde o seu emprego e é seduzido para trabalhar como prostituto de luxo. Este é um filme sobre sexualidade ousada, onde paixões inesperadas, desejos e mal-entendidos causam estragos de grande intensidade"

 

"Sem clientes, amigos da faculdade, e nem sequer um diploma, Song Woo-suk (Kang-ho Song) pelo menos tem um bom olho para os negócios, e, assim, torna-se um dos mais bem sucedidos advogados tributários da cidade. Mas logo começa a questionar os seus valores quando se envolve no caso de estudantes detidos pela polícia sob falsas acusações. "

E vocês? Já viram algum destes filmes?

DOCUMENTÁRIO | THE SOCIAL DILEMMA

01/10/2020

Bem, se há documentário que tem sido falado nos últimos tempos é mesmo este. E um documentário sobre redes sociais é sempre interessante de ver, apesar de o seu conteúdo não ser totalmente uma novidade para a maioria de todos nós.

O documentário foca-se essencialmente em entrevistas com ex funcionários e dirigentes das maiores redes sociais que existem como o Facebook, o Twitter, a Google, o Pinterest, que em algum momento das suas carreiras se sentiram encurralados com a ética do trabalho que estavam a desenvolver, pelo menos é isso que aparentam e falam. Ao longo do documentário eles vão explicando a crescente propagação das redes sociais e a questão do algoritmo na ajuda a esse crescimento. Mas também é abordado todo o lado psicológico que as redes transtornam na vida das pessoas e aquilo que está a afectar as gerações mais jovens. 

O documentário, vai sendo intercalado com entrevistas e com uma espécie de filme que acompanha uma família viciada em redes sociais que nos vai mostrando a forma como vai afectando cada um deles, quer seja pelo vício, pelo bullying, pelas fake news. Mais do que completar o documentário é talvez um bom espelho do que acontece com muitos de nós.

Mas se eu falar a sério sobre o documentário tenho que vos confessar que aquilo que foi nele mencionado não é grande novidade para mim. Talvez por eu ter tido acesso às redes sociais de uma forma gradual a partir do meu secundário, quando já era bem adolescente, que as mesmas nunca foram o meu ponto alto de socialização. Acredito que para gerações onde já nascem nas redes sociais a interacção que têm uns com os outros possa ser totalmente diferente. Imaginem alguém que gere a sua imagem mediante os likes que tem numa rede social com o oposto de alguém que descobre uma rede social e que a usa para partilhar quotes como eu fazia muitas vezes no início do facebook. Por isso a questão das redes sociais começou há muito pouco tempo. Começou também quando as próprias redes sociais começaram a perceber que as mesmas poderiam ser muito rentáveis mediante a captação de atenção que as mesmas têm por parte das pessoas. E é isso que elas tentam a todo custo captar de nós, a nossa máxima atenção. 

Claro que a ideia das redes sociais era fantástica e maravilhosa, mas tem o seu revés da moeda. O ódio, o bullying, as fake news, o que tudo isto provoca a nível de saúde mental. Os crimes que são cometidos através das redes sociais. São todo um novo mundo que ninguém estava à espera que assim se tornasse. Todos os que participam no documentário dizem isso mesmo. Não foi com esta intenção que as mesmas foram criadas. O problema é que as mesmas também não estão a fazer nada para as melhorar e para ajudar os ordenamentos jurídicos de cada país a combater muito do que por lá se passa. A saúde mental de cada um é um problema muito pessoal, mas a forma como as redes sociais estão pensadas e nos dias de hoje programadas não ajudam à melhoria nesse sentido. Os jovens vão continuar a medir a sua beleza pela quantidade de likes que têm. As relações de amizade e amorosas vão continuar a acontecer muito mais através de um ecrã do que ao vivo. As pessoas vão continuar a dar as suas opiniões, boas ou más com perfis falsos e sem qualquer tipo de condenação. O caminho das redes sociais ainda é longo e nós aceitamos estar cá. Por isso mais do que apontar só o dedo temos de todos os dias ajudar a tornar esta terra de ninguém um lugar mais bonito de se viver.

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