O MEU 2019

12/01/2020

Escrevo este post já em 2020 a uma hora tardia de uma noite bem fria, mas com a certeza de que hoje consigo olhar para tudo o que foi o meu ano de 2019 e sei contar-vos um pouco do que ele também foi.

2019 foi um ano em que consegui viajar ainda bastante dentro do nosso país. Visitei o Alentejo por duas vezes. Aliás, foi no ano passado a primeira vez que visitei essa região e devo vos dizer que fiquei agradavelmente surpreendida porque gostei imenso e quero cada vez mais explorar essa área de Portugal. Adorei imenso os campos de perder de vista, as cores do Alentejo, a arquitectura e a costa Vicentina. Com certeza passeios a repetir. O ano passado visitei também o Porto de forma mais aprofundada e pude comprovar mais uma vez que a Invicta é uma cidade espectacular, que eu adoro cada vez mais a cada visita que faço.

2019 foi um ano em que aproveitei para fotografar muito. Alimentei muito o meu instagram e nem tanto aqui o blog ou o canal do youtube. Ocupei-me mais com a minha vida social, com os passeios que fiz em família ou com amigos e soube mesmo bem. Cresce cada vez mais em mim o amor pela fotografia, mas também pelas viagens e acima de tudo pela partilha que faço delas. 

Em 2019 voltei a olhar para mim e a descobrir em mim outra pessoa. Aprender é o verbo que levo, aliás, de 2019. Aprender a gostar mais de mim, de me exercitar, de me alimentar melhor, de me gostar de ver ao espelho. Até mais ou menos o meio do meu ano, vivi uma situação que me deixou muito desconfortável, me fez questionar a mim enquanto pessoa, enquanto profissional, a minha personalidade, os meus valores. Ultrapassar isso levou tempo. Fez com que eu me questionasse vezes e vezes sem conta e isso fez com que me afastasse de pessoas, projectos e até por vezes de ter vontade de fazer aquilo que mais gosto. Ter pessoas ao meu lado que me reconhecem valor foi sem dúvida o mais importante e o que me fez olhar para a situação e perceber que há pessoas pelas quais não vale a pena lutar, que elas nunca serão iguais às nossas perspectivas e que por mais que o dia pareça negro haverá sempre um novo dia pronto para mostrar que há sempre luz ao fundo do túnel. 

Valeu-me em 2019 também o meu amor por fotografar os livros e por alimentar um instagram lindo sobre livros e que é um complemento tão bom aqui ao blog e ao canal do youtube. É bom pertencer a uma comunidade tão boa que promove uma das melhores actividades que é a leitura.

Em 2019 aprendi muito. Saio deste ano em paz e com serenidade para enfrentar mais um ano e com certeza as suas provações. Saio cheia de aprendizagens pronta a colocar em prática e só espero que 2020 nos possa ensinar outras tantas lições.


E a vocês? O que vos ensinou 2019?

CINEMA | JOKER

07/12/2019

Se houve filme que este ano teve sucesso nas salas de cinema foi sem sombra de dúvidas o Joker. Não sou fã de filmes de super heróis mas desde que soube que este filme ia ser lançado que fiquei muito curiosa e desejosa de o ver. E digo-vos, é com certeza uma dos meus filmes do ano.

Arthur Fleck é um homem doente mental que habita com a sua mãe em Gotham City, uma espécie de Nova Iorque mas mais escura e suja. Aqui ele vive e trabalha como palhaço. Mas de repente pequenas coisas começam a mudar e Arthur começa a ter uma outra perspectiva da vida e daquilo que ele vai aprendendo dela. É aí que a história muda e começa a ficar bem negra.

Não conhecia a história do Joker, nunca vi o Batman e por isso a ideia que tinha desta personagem era de alguém louco e pervertido. Quando escolheram o Joaquim Phoenix para o interpretar eu fiquei logo muito curiosa porque gosto dele enquanto actor e por isso fiquei curiosa com a forma como ele o iria interpretar. Quando o filme começou o mesmo chamou-me logo à atenção pela imagem, fotografia, banda sonora. De repente estava a ver um filme com uma personagem louca mas com uma história dramática por trás, dura e sensível ao mesmo tempo. A viver numa sociedade suja, sem recursos para tratar a doença mental, sem paciência para pessoas como ele e no fundo uma grande alusao aos dias de hoje. Nessa sociedade ele vai tentando viver segundo as suas regras, mas quando as mesmas são demasiadas e demasiadamente hipócritas ele próprio começa a mudar, a quebrar muitas delas e a viver segundo as suas regras.

Arthur tem um pouco de cada um de nós. Aliás, o próprio Joaquim Phoenix disse que queria interpretar uma personagem com várias doenças mentais para que nenhum médico o pudesse diagnosticar apenas com uma doença. E se pensarmos bem cada um de nós lida ou já lidou com uma doença mental, quanto mais não seja, o stress do dia-a-dia. Todos nós temos um quê de loucos dentro de nós e todos nós já por diversas vezes pensamos em cometer alguma loucura em favor da nossa sanidade mental. Ver isso espelhado num ecrã de cinema não é fácil, não é compreensível por todos e torna um filme de super heróis bem mais do que apenas um filme de acção.

Quando me sentei naquela cadeira de cinema e durante o tempo do filme foram diversos os momentos em que me senti mal pelo filme que estava a ver. Não no sentido de não estar a gostar do mesmo, mas porque ele mexe com muito mais coisas do que eu estava à espera. De repente senti-me conectada demais com o filme e outras vezes senti repulsa. Sentimentos antagónicos que tornam o filme bem mais real e bem mais duro do que à partida todos estaríamos à espera. Acredito que mais de metade do público que foi ver este filme não o vai perceber, não vai entender toda a extensão do mesmo e vai pensar que o filme poderia ter tido muito mais acção, ou seja, ter sido bem mais de super heróis, quando o mesmo é tão mas tão profundo. Eu própria quero muito voltar a ver este filme, em casa com mais calma, por que sinto que também eu não percebi todo o alcance e profundidade que o mesmo tem.

O filme é só incrível em termos técnicos, desde a brilhante interpretação do Joaquim Phoenix até ao guarda-roupa, à maquilhagem, à fotografia, à banda sonora, tudo torna este filme especial, diferente e que merece bem o hype que teve.

Um filme que sem sombra de dúvidas recomendo.

WISHLIST | NATAL 2019

05/12/2019

O Natal é sempre uma época fantástica. Aliás a seguir aos meus anos é a época que eu mais gosto. E claro que o Natal não é o consumismo, mas não deixa de ser bom receber um presentinho ou outro. Por isso, hoje mostro-vos a minha wishlist para este ano.

1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7

1 - Black Opium da YSL: Todos os anos gosto de ter um perfumezinho mais caro mas também mais duradouro. Este da YSL foi um perfume que me ficou na memória desde a primeira vez que o cheirei por ser assim um aroma bem forte e característico. É um dos meus maiores desejos este ano.

2 - Paletas I Heart Revolution: Maquilhagem nunca é demais. Gosto desta marca por ter uma óptima qualidade preço e de todas as suas paletas estas duas são aquelas que me chamam mais à atenção por terem tons que eu gosto e uso muito.

3 - "O Menu da Semana" da Vânia Ribeiro: Como tenho tentado mudar a minha alimentação tenho também andado mais atrás de receitas que incluam mais alimentos saudáveis. Um dos meus pontos fracos são as marmitas que levo para o trabalho e por isso acho que este livro é a minha cara e aquilo qye também mais preciso no momento.

4 - Garrafa de Agua Brita: Uma das coisas que tenho tentado mudar na minha vida é a redução na compra de garrafas de água de plástico, não só por achar chato estar sempre a pagar água como um desperdício para o ambiente. Tenho tentado usar mais vezes garrafas de água reutilizáveis, mas tenho um problema, não gosto de água canalizada. A solução de uma garrafa com um filtro parece-me muito bem, mas o mercado não tem muitas alternativas e esta é uma das mais baratas do mercado e está na minha lista de próximas aquisições. Alguma sugestão neste quesito desse lado?

5 - Leitor de DVD: Já vos disse que adoro cinema e DVD's? Pois, o meu amor só tem aumentado, tal como a colecção de DVD's. Quero muito ter um leitor para os ver, mas o mercado parece que já se esqueceu dos velhos amantes do físico DVD. E por isso quero muito ver se o Pai Natal me deixa no sapatinho.

6 - Pulseira Pandora colecção Harry Potter: Digam-me lá que esta colecção não está a coisa mais bonita de sempre. Nunca tive nada da Pandora mas estou a adorar a pulseira simples com a Snitch. 

7 - DVD "Rocketman": Mais um DVD para a minha colecção nunca é demais, principalmente quando é do meu possível filme favorito do ano. Quer muito ter este DVD na minha colecção.

E vocês? Já fizeram a vossa lista de desejos ao Pai Natal?

TV SHOW | I LOVE YOU, NOW DIE

29/10/2019

Lembro-me bem quando o caso retratado neste documentário passou nas notícias. Lembro-me de ficar chocada com toda esta história e de, tal como todas as outras, ela ter passado e ter ficado no esquecimento. Mas ela tornou-se um documentário da HBO de 2 episódios, que vale muito a pena ver e acima de tudo passa uma grande lição para o espectador.

Michelle Carter conheceu Conrad Roy num verão quando ela estava de visita à sua cidade. Depois de saírem algumas vezes juntos troacaram números de telemóvel e acabaram a tornar-se amigos virtuais e posteriormente namorados. O namoro era algo muito sério e obsessivo por parte da Michelle, que depois foi confirmado pelos colegas de escola era uma rapariga que não tinha muitos amigos e que vivia obcecada por estar rodeada de pessoas. O namoro com Conrad vai avançando até ao dia em que ele lhe diz que se vai suicidar. No dia 13 de Julho de 2014 Conrad leva a cabo o seu suicídio e é quando a policia começa a investigar que percebe que a Michelle poderá estar mais envolvida do que seria de esperar quando encontram todo o historial de mensagens e percebem toda a relação tóxica que ambos mantinham. 

Michelle foi rapidamente acusada de homicídio e levada a julgamento contra aquilo que seria de esperar até pelos seus advogados uma vez que Michelle nunca esteve presente fisicamente no momento em que o Conrad acabou com a sua vida. Mas aquilo que a sociedade se esquece é que cada vez mais nós humanos estamos presentes na vida uns dos outros através de um aparelho chamado telemóvel. Durante todo o momento em que o Conrad pensou, planeou e executou a sua ideia de suicídio ela esteve presente, quer fosse a dar ideia, quer fosse a incentivá-lo a não desistir de prosseguir com a sua ideia. A adicionar a tudo isto ambos sofriam de depressão profunda e ambos estavam desprotegidos daquilo que é a protecção parental. 

Condena-la por homícidio qualificado seria um exagero porque efectivamente ela não fez nada, mas condena-la por homicídio negligente com uma pena de alguns meses de prisão é um passo importante para que a legislação e os juristas comecem a perceber que o mundo está a mudar, que os artificios que as pessoas utilizam para alcançar determinado objectivo está a mudar e que sim a Michelle esteve presente durante todo o processo de suicidio do Conor e que sabendo quando o mesmo estava a acontecer poderia ter ligado para a alguém a pedir ajuda e simplesmente não o fez. 

O documentário acaba por não nos trazer muitas respostas porque a Michelle decidiu não falar para o mesmo, mas acredito que é um marco importante para que as coisas comecem a mudar.

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